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Operação Erga Omnes: apreensão de skunk revelou empresas de fachada que lavaram R$ 70 milhões no AM

A Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) na manhã desta sexta-feira (20), teve como ponto de partida uma grande apreensão realizada em julho do ano passado. Na ocasião, foram localizados 500 tabletes de maconha do tipo skunk, seis fuzis de uso restrito, embarcações, um veículo utilitário e aparelhos celulares, materiais que revelaram a existência de uma organização criminosa estruturada no estado.

A partir do material recolhido, as investigações conduzidas pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) identificaram que o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas.

(Foto: Mauro Neto / Secom)

Segundo a polícia, as empresas apresentadas como do ramo de logística não possuíam atividade econômica compatível com as transações realizadas. Elas eram usadas para simular operações legais e ocultar a origem de valores ilícitos, dificultando o rastreamento financeiro.

Em quatro anos, o grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 70 milhões no Amazonas. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontaram transações incompatíveis com a renda declarada de servidores públicos que colaboravam com o esquema.

(Foto: Mauro Neto / Secom)

Leia mais

Saiba quem são os investigados da operação em que ex-assessores parlamentares e do Poder Judiciário estão envolvidos

Grupo criminoso é investigado por utilizar servidores públicos para facilitar o tráfico e lavar dinheiro no AM


A investigação também revelou a existência de um núcleo com acesso a órgãos públicos, que facilitava a circulação de informações sigilosas e a atuação do esquema. Entre os envolvidos estão ex-assessores parlamentares, servidores públicos e pessoas ligadas a estruturas do poder Executivo, Legislativo e Judiciário.

(Foto: Mauro Neto / Secom)

A Justiça expediu 24 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, sendo 8 destes cumpridos no Amazonas. A operação também é realizada nos estados do Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí, Maranhão e São Paulo. Também foram determinados o bloqueio de bens e a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados.

As diligências continuam para localizar os foragidos e aprofundar o rastreamento dos ativos ilícitos movimentados pela organização criminosa.

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A Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) na manhã desta sexta-feira (20), teve como ponto de partida uma grande apreensão realizada em julho do ano passado. Na ocasião, foram localizados 500 tabletes de maconha do tipo skunk, seis fuzis de uso restrito, embarcações, um veículo utilitário e aparelhos celulares, materiais que revelaram a existência de uma organização criminosa estruturada no estado.

A partir do material recolhido, as investigações conduzidas pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) identificaram que o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas.

(Foto: Mauro Neto / Secom)

Segundo a polícia, as empresas apresentadas como do ramo de logística não possuíam atividade econômica compatível com as transações realizadas. Elas eram usadas para simular operações legais e ocultar a origem de valores ilícitos, dificultando o rastreamento financeiro.

Em quatro anos, o grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 70 milhões no Amazonas. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontaram transações incompatíveis com a renda declarada de servidores públicos que colaboravam com o esquema.

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As diligências continuam para localizar os foragidos e aprofundar o rastreamento dos ativos ilícitos movimentados pela organização criminosa.

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