O piloto Sérgio Lopes, de 60 anos, da companhia aérea Latam, foi identificado pela polícia como líder de uma rede de pedofilia que atuava há cerca de oito anos em São Paulo. Segundo as investigações, ele oferecia dinheiro às famílias das vítimas como forma de aliciamento das meninas.
Sérgio levava as menores a motéis da capital usando documentos falsos para enganar os estabelecimentos. As investigações indicam que ele escolhia vítimas em situação de maior vulnerabilidade que moravam no entorno do Aeroporto de Congonhas e pagava entre R$ 50 e R$ 100 às famílias por cada gravação de pornografia infantil.
Leia mais
Piloto preso por abusos sexuais tinha ajuda de mãe e avó de meninas
Piloto da Latam é apontado pela polícia como líder de rede de pedofilia
Falso dentista é preso acusado de estupro no interior do Amazonas
Além de praticar os estupros, Sérgio Lopes filmava as cenas de abuso e compartilhava o material em grupos de WhatsApp.
Nesta segunda-feira (09/02), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, relatou à imprensa sobre a investigação. “Foi um trabalho de meses de investigação que conseguimos esclarecer. As imagens que temos são de outro mundo, não esperamos isso de um ser humano”, disse em coletiva de imprensa.
A Operação ‘Apertem os Cintos’, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, cumpriu dois mandados de prisão temporária, contra o piloto e a avó das vítimas, além de oito mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados.