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Saiba quem é ‘TH’, ex-conselheiro de facção brutalmente executado em Manaus

TH, de 33 anos, era um nome conhecido nos bastidores do tráfico

A execução de Thiago Santos, conhecido no submundo do crime como “TH”, na noite desta quinta-feira (24/7), na Estrada da Praia Dourada, zona Oeste de Manaus, não foi apenas mais um homicídio. Foi a queda de uma peça-chave dentro da engrenagem do Comando Vermelho (CV) na capital amazonense.

TH, de 33 anos, era mais do que um nome conhecido nos bastidores do tráfico. Segundo autoridades, ele atuava como ex-conselheiro do Comando Vermelho, com forte influência nas decisões estratégicas da facção, especialmente nas zonas Leste e Norte.

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De menor infrator a liderança no CV

A trajetória criminosa de Thiago começou cedo. De acordo com investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ele cometeu seu primeiro homicídio ainda na adolescência, e desde então acumulava envolvimentos com execuções ligadas ao tráfico de drogas, roubos, porte ilegal de armas e associação criminosa.

Com o tempo, TH passou a ser visto como um articulador do CV em Manaus, não apenas gerenciando bocas de fumo, mas também coordenando execuções, julgamentos internos, os chamados “tribunais do crime”, e o recrutamento de novos membros.

Homicídios atribuídos e histórico de sangue

Entre os anos de 2011 e 2023, a polícia identificou Thiago como envolvido em pelo menos sete homicídios confirmados, todos com características de execução e motivação relacionada à guerra entre facções. As vítimas — André Xavier Oliveira, Aldevan da Silva Mota, Rudson dos Santos Alfaia, Leandro Viana Cardoso, Wangles Félix Cardoso, Marcos Monteiro de Lima e Adriano Soares de Oliveira — foram mortas em emboscadas ou ataques coordenados, em regiões estratégicas da cidade.

Segundo o delegado Paulo Martins, que acompanhou parte dessas investigações, “TH era metódico e implacável. Ele mandava matar sem hesitar, inclusive pessoas próximas, quando desconfiava de traição ou envolvimento com facções rivais”.

Aliança com “Pequena” e o império na Zona Leste

TH formava um dos casais mais temidos do narcotráfico manauara ao lado de Dayane Seixas dos Santos, conhecida como “Pequena”. Juntos, eles comandavam o tráfico de drogas no bairro Jorge Teixeira, região marcada por frequentes confrontos armados entre o CV e o rival Primeiro Comando da Capital (PCC).

A zona Leste, sob influência direta do casal, virou palco de homicídios em série, desaparecimentos e uma rotina de terror para os moradores. Investigações apontam que tanto Thiago quanto Dayane administravam o fluxo financeiro da facção, pagavam arrego a policiais corruptos e compravam armamentos para abastecer a “tropa” do CV.

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Prisão em 2021 e arsenal de guerra

Em 2021, o casal foi preso em uma operação que mirava a desarticulação do núcleo do Comando Vermelho no Parque das Laranjeiras. Com eles, a polícia apreendeu um verdadeiro arsenal de guerra: 10 armas de fogo, R$ 10 mil em espécie e três veículos de luxo. A prisão foi comemorada como uma vitória temporária da Segurança Pública, mas mesmo recluso, TH continuava exercendo influência nos bastidores da facção.

“Chegamos à conclusão de que tanto Thiago quanto Dayane tinham papel de comando dentro da organização criminosa. Eles financiavam o tráfico e estavam diretamente ligados a uma cadeia de homicídios executados por soldados do CV”, declarou na época o delegado Torquato Mozer, um dos responsáveis pela operação.

A morte de “Pequena” e o isolamento de TH

Em 2023, Dayane “Pequena” foi assassinada a tiros dentro do residencial Amazon Village, também no bairro Tarumã. O crime, que teria envolvimento de membros do próprio Comando Vermelho, marcou o início do isolamento de TH dentro da facção. Sem o respaldo da companheira e com rivais internos disputando espaço, sua influência começou a ruir.

Fontes da polícia apontam que, desde a morte de Dayane, TH vinha enfrentando resistência dentro da própria organização e vivia sob constante ameaça de “decreto”, o termo usado para sentenças de morte ordenadas por lideranças do crime.

Execução na Praia Dourada: emboscada planejada

Na noite do crime, TH estava em uma confraternização às margens do Rio Negro. Ao sair do flutuante Sun Paradise, acompanhado de um amigo, ele foi cercado por um grupo de 10 a 15 homens armados no estacionamento. Os criminosos atiraram diversas vezes. TH morreu no local. O amigo ficou ferido, mas sobreviveu.

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A execução de Thiago Santos, conhecido no submundo do crime como “TH”, na noite desta quinta-feira (24/7), na Estrada da Praia Dourada, zona Oeste de Manaus, não foi apenas mais um homicídio. Foi a queda de uma peça-chave dentro da engrenagem do Comando Vermelho (CV) na capital amazonense.

TH, de 33 anos, era mais do que um nome conhecido nos bastidores do tráfico. Segundo autoridades, ele atuava como ex-conselheiro do Comando Vermelho, com forte influência nas decisões estratégicas da facção, especialmente nas zonas Leste e Norte.

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De menor infrator a liderança no CV

A trajetória criminosa de Thiago começou cedo. De acordo com investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ele cometeu seu primeiro homicídio ainda na adolescência, e desde então acumulava envolvimentos com execuções ligadas ao tráfico de drogas, roubos, porte ilegal de armas e associação criminosa.

Com o tempo, TH passou a ser visto como um articulador do CV em Manaus, não apenas gerenciando bocas de fumo, mas também coordenando execuções, julgamentos internos, os chamados “tribunais do crime”, e o recrutamento de novos membros.

Homicídios atribuídos e histórico de sangue

Entre os anos de 2011 e 2023, a polícia identificou Thiago como envolvido em pelo menos sete homicídios confirmados, todos com características de execução e motivação relacionada à guerra entre facções. As vítimas — André Xavier Oliveira, Aldevan da Silva Mota, Rudson dos Santos Alfaia, Leandro Viana Cardoso, Wangles Félix Cardoso, Marcos Monteiro de Lima e Adriano Soares de Oliveira — foram mortas em emboscadas ou ataques coordenados, em regiões estratégicas da cidade.

Segundo o delegado Paulo Martins, que acompanhou parte dessas investigações, “TH era metódico e implacável. Ele mandava matar sem hesitar, inclusive pessoas próximas, quando desconfiava de traição ou envolvimento com facções rivais”.

Aliança com “Pequena” e o império na Zona Leste

TH formava um dos casais mais temidos do narcotráfico manauara ao lado de Dayane Seixas dos Santos, conhecida como “Pequena”. Juntos, eles comandavam o tráfico de drogas no bairro Jorge Teixeira, região marcada por frequentes confrontos armados entre o CV e o rival Primeiro Comando da Capital (PCC).

A zona Leste, sob influência direta do casal, virou palco de homicídios em série, desaparecimentos e uma rotina de terror para os moradores. Investigações apontam que tanto Thiago quanto Dayane administravam o fluxo financeiro da facção, pagavam arrego a policiais corruptos e compravam armamentos para abastecer a “tropa” do CV.

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