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Vídeo mostra briga entre jovem e vigilante dias antes de feminicídio no bairro Betânia

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Vídeo mostra briga entre jovem e vigilante dias antes de feminicídio no bairro Betânia
(Foto: Reprodução)

Novas imagens que circulam nas redes sociais nesta quarta-feira (28/1) jogam luz sobre a intensa rivalidade entre Alana Arruda Pereira, de 25 anos, e o vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo, de 32 anos. O vídeo, gravado no dia 18 de janeiro, registra um confronto direto entre os dois em frente à casa do suspeito, no bairro Betânia, zona sul da capital.

Alana foi assassinada nesta quarta (28), atingida por um tiro no rosto, e Emerson é apontado como o autor do disparo.

De acordo com as imagens, a confusão começa quando Emerson chega em casa de motocicleta, acompanhado da esposa. Alana já estaria aguardando na porta e inicia imediatamente um bate-boca. Após guardar o veículo na garagem, o vigilante volta para a área externa e a discussão se intensifica, embora parte da briga aconteça fora do alcance da câmera.

Ainda conforme o vídeo, durante o tumulto, a esposa de Emerson passou mal e chegou a desmaiar dentro do imóvel. Do lado de fora, Alana aparece chutando e danificando o portão da residência, enquanto profere xingamentos contra o vigilante.

As imagens também mostram Emerson arremessando um capacete contra o próprio portão, em meio à confusão. Uma mulher que estava com Alana tenta conter o homem e pede para que ele se acalme. Após recobrar os sentidos, a esposa do vigilante se junta a essa testemunha para segurar o portão, tentando impedir que Emerson fosse para a rua e a briga evoluísse para agressões físicas.


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Delegado aponta ameaças mútuas e problemas de convivência

Segundo o delegado George Gomes, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime seria o desfecho de uma sequência de conflitos motivados por problemas de convivência e ameaças mútuas entre as partes.

Moradores relataram que Alana era mãe de uma criança de 4 anos e trabalhava na área de estética e embelezamento com colocação de cílios e unhas postiças. O caso aconteceu em uma vila de quitinetes onde a vítima morava, localizada ao lado da residência do suspeito, local que, segundo informações repassadas, funcionava como uma escolinha infantil de reforço.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer toda a dinâmica do crime, confirmar as circunstâncias relatadas e reunir provas que sustentem a responsabilização do suspeito.