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AGU vai recorrer de decisão do TCU de auditar presentes de Lula em 2023

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, afirmou nesta segunda-feira (18/12) que o governo vai recorrer nos próximos dias da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de auditar e fiscalizar os presentes recebidos pelo presidente Lula em 2023.

O recurso será fundamentado de acordo com o próprio entendimento do TCU, de que auditorias envolvendo presentes recebidos por presidentes da República devem acontecer somente ao final da gestão. Esse entendimento foi estabelecido recentemente na análise de presentes dados pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão do TCU de auditar e fiscalizar o acervo de Lula ainda no primeiro ano de mandato é inédita e atendeu a um pedido feito por parlamentares aliados de Jair Bolsonaro na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

O relator do caso é o ministro Augusto Nardes e o voto dele foi referendado pelos demais ministros do TCU na quarta-feira (13/12), em menos de 25 segundos. Nardes também é responsável pelo processo de fiscalização das joias e armas sauditas dadas a Bolsonaro.


Leia mais:

Após polêmica com Bolsonaro, TCU vai fiscalizar presentes recebidos por Lula

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Requerimento

Apresentado pelo deputado Junio Amaral (PL-MG) na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, o pedido passou pelos parlamentares e acabou sendo aprovado por unanimidade pelos magistrados do tribunal na quarta-feira da semana passada.

A solicitação do parlamentar foi apresentada ao TCU pela deputada Bia Kicis (PL-DF), presidente da comissão na Câmara e também próxima de Bolsonaro.

Relator

O ministro Augusto Nardes, relator do pedido, divergiu do parecer técnico assinado pelo auditor do TCU e afirmou, em seu voto, que a recomendação da área técnica vai na direção contrária do que prevê a Constituição Federal.

Nardes sustenta que a Constituição e a lei que define as atribuições do TCU prevêem que o tribunal tem de proceder à fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.

O ministro diz que o precedente do TCU de realizar a fiscalização no final do mandato foi importante para que se criasse uma rotina de avaliação desse tema, mas pondera que “isso não impede a realização imediata de solicitações do Congresso Nacional ou de suas Comissões Técnicas em virtude do mencionado trabalho rotineiro”.

Nardes afirma ainda que a comissão da Câmara pediu uma auditoria dos presentes recebidos pelo presidente em 2023 e que apresentá-la somente após o término do mandato de Lula, em 2027, “representa de forma clara o não atendimento ao pleito da mencionada Comissão”.

“A propósito, a situação se agrava diante do fato de que o exercício de 2027 insere-se em uma nova legislatura, isto é, os parlamentares solicitantes poderão até nem serem eleitos para a análise da matéria”, justifica o ministro em seu voto, acompanhado pelos demais colegas.

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O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, afirmou nesta segunda-feira (18/12) que o governo vai recorrer nos próximos dias da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de auditar e fiscalizar os presentes recebidos pelo presidente Lula em 2023.

O recurso será fundamentado de acordo com o próprio entendimento do TCU, de que auditorias envolvendo presentes recebidos por presidentes da República devem acontecer somente ao final da gestão. Esse entendimento foi estabelecido recentemente na análise de presentes dados pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão do TCU de auditar e fiscalizar o acervo de Lula ainda no primeiro ano de mandato é inédita e atendeu a um pedido feito por parlamentares aliados de Jair Bolsonaro na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

O relator do caso é o ministro Augusto Nardes e o voto dele foi referendado pelos demais ministros do TCU na quarta-feira (13/12), em menos de 25 segundos. Nardes também é responsável pelo processo de fiscalização das joias e armas sauditas dadas a Bolsonaro.


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A solicitação do parlamentar foi apresentada ao TCU pela deputada Bia Kicis (PL-DF), presidente da comissão na Câmara e também próxima de Bolsonaro.

Relator

O ministro Augusto Nardes, relator do pedido, divergiu do parecer técnico assinado pelo auditor do TCU e afirmou, em seu voto, que a recomendação da área técnica vai na direção contrária do que prevê a Constituição Federal.

Nardes sustenta que a Constituição e a lei que define as atribuições do TCU prevêem que o tribunal tem de proceder à fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.

O ministro diz que o precedente do TCU de realizar a fiscalização no final do mandato foi importante para que se criasse uma rotina de avaliação desse tema, mas pondera que “isso não impede a realização imediata de solicitações do Congresso Nacional ou de suas Comissões Técnicas em virtude do mencionado trabalho rotineiro”.

Nardes afirma ainda que a comissão da Câmara pediu uma auditoria dos presentes recebidos pelo presidente em 2023 e que apresentá-la somente após o término do mandato de Lula, em 2027, “representa de forma clara o não atendimento ao pleito da mencionada Comissão”.

“A propósito, a situação se agrava diante do fato de que o exercício de 2027 insere-se em uma nova legislatura, isto é, os parlamentares solicitantes poderão até nem serem eleitos para a análise da matéria”, justifica o ministro em seu voto, acompanhado pelos demais colegas.

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