O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), questionou a postura de grupos políticos que aceitaram os resultados das urnas eletrônicas no primeiro turno das eleições, mas passaram a contestar o sistema após a divulgação do resultado do segundo turno. A declaração foi feita durante discurso no plenário do Senado.
Alcolumbre destacou que o mesmo modelo de votação foi utilizado nas duas etapas eleitorais. Ele lembrou que, no primeiro turno, as urnas foram responsáveis pela eleição de 120 deputados federais de um partido ligado a um candidato que perdeu a disputa presidencial, além de mais de 20 senadores.
“No primeiro turno, abriu a urna eletrônica e essa mesma urna eletrônica, que tem 30 anos, ela serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição“, disse.
Leia mais
Alcolumbre adia votação sobre redução da maioridade penal no Senado
Senado deve votar maioridade penal um dia depois da Câmara, diz Alcolumbre
O senador também mencionou que os resultados da primeira etapa foram comemorados por grupos políticos que tiveram candidatos eleitos. Para ele, não houve questionamentos semelhantes naquele momento, mas as críticas apareceram depois da votação do segundo turno.
“Essa mesma urna eletrônica serviu para comemorar, no primeiro turno, uma eleição vitoriosa do adversário ao presidente Lula, que ganhou por mais de 2 milhões de votos no primeiro turno. E quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna”, afirmou.
Alcolumbre também criticou as ofensas, agressões e ameaças direcionadas a representantes dos Poderes e às instituições democráticas durante a campanha eleitoral.
Ao final, o presidente do Senado pediu que os parlamentares direcionem os debates para temas relacionados ao desenvolvimento do país. Entre as áreas mencionadas por ele estão educação, saúde, economia e defesa da democracia.
“Estou pedindo para Vossas Excelências que a gente possa usar esses microfones para pensar o que é que nós queremos para as próximas gerações”, declarou.
