A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) terá apenas duas mulheres entre os 24 deputados estaduais a partir de 2027. Débora Menezes (PL) e Mayra Dias (PSD) foram as únicas parlamentares reeleitas nas eleições de domingo (4), reduzindo a bancada feminina de seis para duas deputadas.
A deputada Brena Dianná (União Brasil), que integra a atual bancada feminina, não conseguiu a reeleição. Em entrevista à Rede Onda Digital, ela avaliou o resultado nas urnas e também comentou a redução da presença de mulheres no Legislativo estadual.
Para ela, a participação feminina na política precisa ser ampliada, independentemente de questões partidárias ou ideológicas.
“Eu sempre, independente de ser mulher, sempre falei que nós precisamos de mais mulheres na política”, afirmou.
A deputada citou a própria experiência para destacar os desafios enfrentados por mulheres que conciliam a vida pública com a maternidade. Segundo ela, mesmo após o nascimento do filho, continuou participando da campanha e das atividades políticas.
“Meu bebezinho ainda está com dois meses, mas mesmo assim a gente entrou numa campanha política, acordando muito cedo, dormindo muito tarde, tendo um tempinho ali para estar com ele”, relatou.
Brena afirmou que a presença de mais mulheres pode contribuir para ampliar a atenção às demandas da população e para a formulação de políticas públicas.
“Eu acho que por isso a gente precisa de mais mulheres na política, para realmente a gente cuidar do nosso povo, com muita responsabilidade, organizar a casa, que eu digo não a casa dos nossos lares, mas organizar a política amazonense”, declarou.
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Trajetória nas urnas
Brena recebeu 28.121 votos na eleição de 2026 e avaliou como positiva a votação, apesar de não ter conquistado um novo mandato. Segundo ela, o resultado representa crescimento de 107% em relação à eleição anterior, quando recebeu cerca de 14 mil votos.
Ao comentar o desempenho, a deputada disse considerar a votação uma demonstração de confiança do eleitorado em seu trabalho. Segundo Brena, a campanha foi marcada pelo contato direto com a população e sem o apoio de um padrinho político.
“Quem acompanha o meu trabalho sabe que o meu trabalho sempre foi pautado e voltado para as pessoas de fato. Nunca tive padrinho político, nunca teve ninguém ali me levantando, me empurrando, me carregando, sempre fui eu e o povo do lado”, declarou.
A parlamentar afirmou que pretende permanecer atuante até o fim do atual mandato e continuar com ações sociais mesmo fora do Legislativo a partir de 2027.
“Independente de não voltar aqui, a gente leva no coração um sentimento de gratidão e de persistência. A gente vai continuar insistindo, a gente vai continuar dando voz para as pessoas, independente de mandato, independente de microfone”, afirmou.
