O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria se aproveitado da polarização política brasileira para se aproximar de grupos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração foi feita durante entrevista ao SBT Brasil. Segundo Caiado, Vorcaro teria estabelecido relações com os dois principais campos políticos do país. “O Vorcaro comprou as duas”, afirmou o candidato.
Ao comentar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), Caiado defendeu que os eleitores avaliem os candidatos à Presidência e afirmou que o próximo presidente deveria ter “autoridade moral” para dialogar com o Supremo e o Congresso Nacional.
“O que Vorcaro fez? Comprou os dois lados. [Com] o Alexandre Moraes, o Lula vem no pacote. [Com] o [ministro] de cá, o Flávio Bolsonaro. […] Ele [Vorcaro], para calar os dois lados de um País que está polarizado, ele foi e comprou essas duas bases de sustentação”, disse.
Caiado também criticou a deterioração das relações entre os Poderes e defendeu a definição de regras de governabilidade envolvendo o STF, a Câmara dos Deputados e o Senado.
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Caiado propõe mudanças na escolha de ministros do STF
Durante a entrevista, o candidato apresentou uma proposta para a escolha dos próximos ministros do Supremo. Segundo Caiado, os indicados deveriam ter mais de 60 anos e notório saber, além de um perfil semelhante ao da ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge.
“Raquel Dodge é o perfil de ministro que eu indicaria para o STF”, afirmou.
Caiado citou a atuação de Dodge no chamado inquérito das fake news como referência. Segundo ele, a ex-procuradora teria apresentado parecer contrário à abertura da investigação e defendido seu arquivamento, mas o Supremo deu prosseguimento ao caso.
O candidato afirmou ainda que pretende indicar quatro mulheres ao STF, caso seja eleito. Na proposta apresentada por ele, os ministros poderiam permanecer no cargo por até 12 anos e, ao deixar a Corte, teriam períodos de quarentena antes de advogar ou disputar eleições.
