A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (27/10), um requerimento para convidar a empresária e lobista Roberta Luchsinger a prestar esclarecimentos aos parlamentares.
A proposta, apresentada pelo deputado Sanderson (PL-RS), prevê que ela fale sobre as ameaças de morte que afirma receber e sobre sua relação com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por se tratar de convite, e não de convocação, a participação de Luchsinger é voluntária. A data de uma eventual audiência ainda será definida pela comissão.
O requerimento também prevê questionamentos sobre as investigações que envolvem Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O documento menciona declarações da lobista em entrevista à CNN Brasil, na qual ela relatou ameaças contra si e suas filhas e afirmou sofrer tentativas de silenciamento.
O requerimento aprovado pela comissão não representa acusação nem comprovação de responsabilidade criminal contra os citados.
Investigação
Luchsinger é investigada pela Polícia Federal em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionados a suspeitas de corrupção e tráfico de influência em órgãos federais.
Segundo a investigação, a empresária seria uma ligação entre Antunes e Lulinha. Relatórios da PF mencionam cinco pagamentos de R$ 300 mil feitos pelo empresário à ela. A defesa de Luchsinger afirma que os valores correspondem a honorários por serviços de consultoria e nega irregularidades.
Leia mais
Campanha de Lula nega relação com lobista após fotos reveladas
Roberta Luchsinger chama Flávio de “humilde” e diz que Lula foi “agressivo” em debate
O requerimento também prevê que a empresária apresente, respeitando os sigilos legais e judiciais, informações que possam contribuir com as autoridades responsáveis pelas apurações.
Possível delação
Em entrevista à CNN Brasil, Luchsinger afirmou que pretende negociar acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A empresária já havia sido alvo de pedidos de convocação na CPMI do INSS, mas os requerimentos foram rejeitados em dezembro de 2025, por 16 votos a 12.
