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Causa animal mobiliza eleitor, avança nas políticas públicas e turbina candidaturas nas eleições deste ano

Nos últimos 20 anos, a causa animal deixou de ser apenas uma pauta de ativistas e passou a ocupar espaço definitivo na política brasileira. O que antes aparecia de forma pontual, geralmente após casos de maus-tratos, hoje se traduz em leis, estruturas administrativas e políticas públicas permanentes. No Amazonas, parlamentares ligados a essa causa ganharam protagonismo e influência no governo e prefeituras e surgem como amplas possibilidades de ganhar novos espaços na eleição deste ano.

Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), por exemplo, a “bancada dos bichos” possui três integrantes atualmente: Aldenor Lima (União Brasil), Kennedy Marques (MDB) e Amauri Gomes (União Brasil), todos pré-candidatos a deputado estadual neste ano.

Para se ter ideia da força deste grupo, a “bancada da bala” também tem três integrantes vindos da segurança pública: Sargento Salazar, Capitão Carpê e Coronel Rosses, todos do PL. Segundo pesquisas, a segurança pública é a principal preocupação dos eleitores amazonenses.

Na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a única representante desta causa, a deputada estadual Joana Darc (União Brasil), está licenciada para comandar a Secretaria de Proteção Animal (Sepet), criada no governo Wilson Lima (União Brasil) e cujo cartão de visita é o primeiro Hospital Veterinário do Estado, vitrine para a candidatura de Joana à Câmara Federal, se ela desejar disputar uma das cadeiras.


Saiba mais:

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De onde vem a força desta causa?

No plano nacional, o avanço da causa animal começa com a Constituição de 1988, que determina a proteção da fauna e veda práticas cruéis. A partir daí, o tema evolui em etapas, com a Lei de Crimes Ambientais, de 1998, que tipificou os maus-tratos, e, em 2020, com a Lei Sansão, que aumentou as penas para violência contra cães e gatos.

Nos últimos anos, o Congresso Nacional passou a discutir bem-estar animal, controle populacional ético, uso de animais em testes e políticas de saúde pública ligadas ao conceito de “Uma Só Saúde”. Temas que depois chegara à Aleam e à CMM.

Paralelamente, prefeitos e governadores perceberam que o tema tem alto impacto social, forte apelo urbano e ligação direta com a saúde pública, o que acelerou a criação de programas locais.

O quadro no Amazonas mostra a institucionalização da pauta. No estado, a causa animal avançou de forma mais estruturada a partir de 2020, quando deixou de ser apenas tema legislativo e passou a integrar a administração pública estadual.

Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Amazonas, Luiz Antônio Souza, o protagonismo da causa animal na política ocupou um vazio deixado por outros assuntos relegados a segundo plano, porque as pessoas passaram a ter uma relação com os animais de estimação que beira a “humanização”.

“Temos aí os pais e mães de PET, que transformam uma relação estabelecida por milhares de anos de história para uma coisa infantilizada, como se os animais pudessem ter essa humanização. Eu, por exemplo, adoro cachorros, mas como moro em apartamento e passo o dia fora, não posso ter um deles. Mas muita gente faz o contrário sem se preocupar com as necessidades do cachorro, que não pode ficar o dia todo sozinho num apartamento sem receber atenção”, analisa.

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Nos últimos 20 anos, a causa animal deixou de ser apenas uma pauta de ativistas e passou a ocupar espaço definitivo na política brasileira. O que antes aparecia de forma pontual, geralmente após casos de maus-tratos, hoje se traduz em leis, estruturas administrativas e políticas públicas permanentes. No Amazonas, parlamentares ligados a essa causa ganharam protagonismo e influência no governo e prefeituras e surgem como amplas possibilidades de ganhar novos espaços na eleição deste ano.

Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), por exemplo, a “bancada dos bichos” possui três integrantes atualmente: Aldenor Lima (União Brasil), Kennedy Marques (MDB) e Amauri Gomes (União Brasil), todos pré-candidatos a deputado estadual neste ano.

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Na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a única representante desta causa, a deputada estadual Joana Darc (União Brasil), está licenciada para comandar a Secretaria de Proteção Animal (Sepet), criada no governo Wilson Lima (União Brasil) e cujo cartão de visita é o primeiro Hospital Veterinário do Estado, vitrine para a candidatura de Joana à Câmara Federal, se ela desejar disputar uma das cadeiras.


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Nos últimos anos, o Congresso Nacional passou a discutir bem-estar animal, controle populacional ético, uso de animais em testes e políticas de saúde pública ligadas ao conceito de “Uma Só Saúde”. Temas que depois chegara à Aleam e à CMM.

Paralelamente, prefeitos e governadores perceberam que o tema tem alto impacto social, forte apelo urbano e ligação direta com a saúde pública, o que acelerou a criação de programas locais.

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