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Em meio à alta dos combustíveis, David Almeida diz que não fará promessas que não possa cumprir

A alta no preço dos combustíveis voltou a pesar no bolso dos amazonenses e já movimenta o debate político no estado. Em Manaus, o litro da gasolina chega a R$ 7,29, enquanto em municípios do interior do Amazonas o valor já ultrapassa os R$ 9, segundo atualização do site da Refinaria da Amazônia (REAM) e relatos de moradores.

Pré-candidato ao governo do Amazonas, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), comentou sobre o cenário e evitou prometer medidas diretas, como a redução do ICMS, apontando fatores externos e estruturais que influenciam o preço dos combustíveis. A declaração ocorreu em entrevista à rádio Difusora nesta quarta-feira (18/3).

“Essa questão dos combustíveis, dar-se em função muito do conflito no Oriente Médio, Estados Unidos, Israel, Irã. O Irã, retalhando os ataques que recebeu, deixou o Estreito de Hormuz, por onde passa boa parte do petróleo do mundo, e isso onerou substancialmente o petróleo em todo o mundo”, disse.

Segundo o pré-candidato, o cenário global impacta diretamente a política de preços dos combustíveis no Brasil.

“Essa é uma política nacional que visa conter o preço desses derivados de petróleo, no caso a gasolina, e sem dúvida alguma todas as ações possíveis possam ser feitas para minimizar esse alto valor que é cobrado do preço dos combustíveis”, pontua.

David Almeida também destacou fatores locais, como a privatização do refino no Amazonas ainda no governo Bolsonaro, que, segundo ele, influencia nos custos.

“Mas aqui no Amazonas principalmente pela privatização do refino, hoje nós temos aí a questão da nossa Ream privatizada, a nossa refinaria privatizada, e isso impacta muito nos custos, e o preço, ele não é controlado pelo governo em função da privatização”, afirma.


Saiba mais

Governadores mantêm ICMS e travam redução no preço dos combustíveis

Atem aumenta preço da gasolina, e Wilson Lima diz não ver motivo para alta


Questionado se reduziria o imposto do ICMS, Almeida prometer medidas diretas e afirmou que o tema exige um debate mais amplo.

“Então tudo isso tem a ver, tem um pedido aí de o governo assumir novamente a BR Distribuidora, então isso é uma discussão muito ampla que a gente precisa se debruçar melhor para que eu não possa aqui fazer promessas que eu não possa cumprir”, finaliza o prefeito.

 

 

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A alta no preço dos combustíveis voltou a pesar no bolso dos amazonenses e já movimenta o debate político no estado. Em Manaus, o litro da gasolina chega a R$ 7,29, enquanto em municípios do interior do Amazonas o valor já ultrapassa os R$ 9, segundo atualização do site da Refinaria da Amazônia (REAM) e relatos de moradores.

Pré-candidato ao governo do Amazonas, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), comentou sobre o cenário e evitou prometer medidas diretas, como a redução do ICMS, apontando fatores externos e estruturais que influenciam o preço dos combustíveis. A declaração ocorreu em entrevista à rádio Difusora nesta quarta-feira (18/3).

“Essa questão dos combustíveis, dar-se em função muito do conflito no Oriente Médio, Estados Unidos, Israel, Irã. O Irã, retalhando os ataques que recebeu, deixou o Estreito de Hormuz, por onde passa boa parte do petróleo do mundo, e isso onerou substancialmente o petróleo em todo o mundo”, disse.

Segundo o pré-candidato, o cenário global impacta diretamente a política de preços dos combustíveis no Brasil.

“Essa é uma política nacional que visa conter o preço desses derivados de petróleo, no caso a gasolina, e sem dúvida alguma todas as ações possíveis possam ser feitas para minimizar esse alto valor que é cobrado do preço dos combustíveis”, pontua.

David Almeida também destacou fatores locais, como a privatização do refino no Amazonas ainda no governo Bolsonaro, que, segundo ele, influencia nos custos.

“Mas aqui no Amazonas principalmente pela privatização do refino, hoje nós temos aí a questão da nossa Ream privatizada, a nossa refinaria privatizada, e isso impacta muito nos custos, e o preço, ele não é controlado pelo governo em função da privatização”, afirma.


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