Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Entenda como funcionava suposta venda de sentenças por desembargadores em MS

Deflagrada na quinta-feira (24/10), a Operação Ultima Ratio resultou no afastamento de cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após a Polícia Federal (PF) descobrir um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.

Os desembargadores estão afastados por um prazo inicial de 180 dias e deverão usar tornozeleira eletrônica, sendo proibidos de acessar as dependências de órgãos públicos e de se comunicar entre si. Eles foram identificados: Sérgio Fernandes Martins, presidente do TJMS, Vladimir Abreu da Silva, Alexandre Aguiar Bastos, Sideni Soncini Pimentel e Marco José de Brito Rodrigues.

Operações interligadas

A PF chegou ao esquema a partir de outras duas operações deflagradas no passado para investigar casos de corrupção, mas que obtiveram elementos e materiais apreendidos que evidenciaram a suposta venda de sentenças por desembargadores do estado. A relação entre os inquéritos e o afunilamento das diligências vêm desde 2017, pelo menos.

Tudo começou com a deflagração da Operação Lama Asfáltica, em 2017, que investigava organização criminosa suspeita de desviar recursos, fraudar licitações e superfaturar obras em Mato Grosso do Sul. O prejuízo causado teria sido em torno de R$ 235 milhões. A investigação feita, à época, interceptou telefonemas cujo conteúdo teve de ser encaminhado ao STJ.

O motivo do encaminhamento foi devido às ligações sugerirem suposta participação de conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) na organização criminosa. Após analisar as interceptações, o STJ autorizou a instauração do inquérito para investigar os conselheiros, e isso resultou na Operação Mineração de Ouro, deflagrada em junho de 2021.

Ao todo, 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande (MS), Sidrolândia (MS) e Brasília (DF), com o intuito de esclarecer a suspeita de venda de decisões, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e contratação de funcionários fantasmas. E, mais uma vez, a PF obteve elementos para desdobrar a investigação em outra direção.

Os materiais apreendidos em 2021 sugeriam a venda de sentenças não só por parte de conselheiros do TCE, mas também de desembargadores do TJMS. A partir disso, a PF deu início à investigação que desencadeou na Operação Ultima Ratio, deflagrada nesta quinta e cujo nome refere-se ao termo do direito segundo o qual a Justiça é o último recurso do poder público para parar a criminalidade.


Saiba mais: 

PF investiga desembargadores por suspeita de venda de decisões em Mato Grosso do Sul

“Não mato nem uma formiga”, diz Rivaldo Barbosa no STF sobre homicídio de Marielle


Como estão as investigações

Segundo a PF, 44 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, nesta quinta-feira, contra os cinco desembargadores, servidores públicos, nove advogados e empresários suspeitos de terem se beneficiado do esquema. Além da venda de sentenças, eles são investigados por lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas.

Foram afastados, ainda, dos respectivos postos, o conselheiro do TCE-MS, Osmar Domingues Jeronymo, e seu sobrinho, que é servidor do TJMS, Danillo Moyra Jeronymo. A PF investiga, também, um juiz de primeira instância, outros dois desembargadores aposentados e um procurador de Justiça.

Segundo a Receita Federal, que auxilia nas diligências, “há indícios de envolvimento de advogados e filhos de autoridades. Foram identificadas, por exemplo, situações em que o magistrado responsável pela decisão já havia sido sócio do advogado da parte interessada”.

Conforme os autos, lobistas, advogados e servidores de influência se reuniram com desembargadores para obter decisões favoráveis, prejudicando as demais partes do processo. Em alguns casos, foram proferidas decisões em causas envolvendo propriedades rurais milionárias.

*Com informações de Metrópoles. 

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Deflagrada na quinta-feira (24/10), a Operação Ultima Ratio resultou no afastamento de cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após a Polícia Federal (PF) descobrir um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.

Os desembargadores estão afastados por um prazo inicial de 180 dias e deverão usar tornozeleira eletrônica, sendo proibidos de acessar as dependências de órgãos públicos e de se comunicar entre si. Eles foram identificados: Sérgio Fernandes Martins, presidente do TJMS, Vladimir Abreu da Silva, Alexandre Aguiar Bastos, Sideni Soncini Pimentel e Marco José de Brito Rodrigues.

Operações interligadas

A PF chegou ao esquema a partir de outras duas operações deflagradas no passado para investigar casos de corrupção, mas que obtiveram elementos e materiais apreendidos que evidenciaram a suposta venda de sentenças por desembargadores do estado. A relação entre os inquéritos e o afunilamento das diligências vêm desde 2017, pelo menos.

Tudo começou com a deflagração da Operação Lama Asfáltica, em 2017, que investigava organização criminosa suspeita de desviar recursos, fraudar licitações e superfaturar obras em Mato Grosso do Sul. O prejuízo causado teria sido em torno de R$ 235 milhões. A investigação feita, à época, interceptou telefonemas cujo conteúdo teve de ser encaminhado ao STJ.

O motivo do encaminhamento foi devido às ligações sugerirem suposta participação de conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) na organização criminosa. Após analisar as interceptações, o STJ autorizou a instauração do inquérito para investigar os conselheiros, e isso resultou na Operação Mineração de Ouro, deflagrada em junho de 2021.

Ao todo, 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande (MS), Sidrolândia (MS) e Brasília (DF), com o intuito de esclarecer a suspeita de venda de decisões, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e contratação de funcionários fantasmas. E, mais uma vez, a PF obteve elementos para desdobrar a investigação em outra direção.

Os materiais apreendidos em 2021 sugeriam a venda de sentenças não só por parte de conselheiros do TCE, mas também de desembargadores do TJMS. A partir disso, a PF deu início à investigação que desencadeou na Operação Ultima Ratio, deflagrada nesta quinta e cujo nome refere-se ao termo do direito segundo o qual a Justiça é o último recurso do poder público para parar a criminalidade.


Saiba mais: 

PF investiga desembargadores por suspeita de venda de decisões em Mato Grosso do Sul

“Não mato nem uma formiga”, diz Rivaldo Barbosa no STF sobre homicídio de Marielle


Como estão as investigações

Segundo a PF, 44 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, nesta quinta-feira, contra os cinco desembargadores, servidores públicos, nove advogados e empresários suspeitos de terem se beneficiado do esquema. Além da venda de sentenças, eles são investigados por lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas.

Foram afastados, ainda, dos respectivos postos, o conselheiro do TCE-MS, Osmar Domingues Jeronymo, e seu sobrinho, que é servidor do TJMS, Danillo Moyra Jeronymo. A PF investiga, também, um juiz de primeira instância, outros dois desembargadores aposentados e um procurador de Justiça.

Segundo a Receita Federal, que auxilia nas diligências, “há indícios de envolvimento de advogados e filhos de autoridades. Foram identificadas, por exemplo, situações em que o magistrado responsável pela decisão já havia sido sócio do advogado da parte interessada”.

Conforme os autos, lobistas, advogados e servidores de influência se reuniram com desembargadores para obter decisões favoráveis, prejudicando as demais partes do processo. Em alguns casos, foram proferidas decisões em causas envolvendo propriedades rurais milionárias.

*Com informações de Metrópoles. 

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Candidatos da Rede ao governo e ao Senado defendem mais indígenas no poder

Os candidatos da Rede Sustentabilidade ao Governo do Amazonas, Isael Munduruku, e ao Senado, Ismael Munduruku, defenderam maior participação dos povos indígenas nos espaços...

Ministra que proibiu o púlpito em debate foi indicada ao TSE por Lula

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), determinou nesta quinta-feira (1º/10) que a...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Lula chama de infrutíferos debates com muitos candidatos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (1º/10) que considera "infrutíferos" os debates eleitorais com vários concorrentes....

Lula desafia quem diga que já lhe ofereceu propina

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º), a três dias da eleição, que desafia qualquer pessoa a dizer que já lhe ofereceu propina....
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Após interferência do STF e TSE, Globo cancela debate

A TV Globo cancelou, na noite desta quinta-feira (1º/10), o último debate entre os candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno das...

AGU cita suposto financiamento de Trump em notícia-crime

A AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou nesta quinta-feira (1º/10) notícia-crime à Polícia Federal e ao MPF (Ministério Público Federal), pedindo a abertura de investigação...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Candidatos da Rede ao governo e ao Senado defendem mais indígenas no poder

Os candidatos da Rede Sustentabilidade ao Governo do Amazonas, Isael Munduruku, e ao Senado, Ismael Munduruku, defenderam maior participação dos povos indígenas nos espaços...

Ministra que proibiu o púlpito em debate foi indicada ao TSE por Lula

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), determinou nesta quinta-feira (1º/10) que a...

Lula chama de infrutíferos debates com muitos candidatos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (1º/10) que considera "infrutíferos" os debates eleitorais com vários concorrentes....

Lula desafia quem diga que já lhe ofereceu propina

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º), a três dias da eleição, que desafia qualquer pessoa a dizer que já lhe ofereceu propina....

Após interferência do STF e TSE, Globo cancela debate

A TV Globo cancelou, na noite desta quinta-feira (1º/10), o último debate entre os candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno das...

AGU cita suposto financiamento de Trump em notícia-crime

A AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou nesta quinta-feira (1º/10) notícia-crime à Polícia Federal e ao MPF (Ministério Público Federal), pedindo a abertura de investigação...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]