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Flávio impõe condições a Lula para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico

O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (21) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. A proposta, apresentada em petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelece, porém, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também cumpra uma série de exigências, incluindo a divulgação de informações de familiares, assessores e empresas ligadas a eles.

Em discurso, Flávio afirmou que pretende levar o desafio até as últimas consequências e defendeu que a abertura dos dados seja recíproca.

“Eu não só vou aceitar o desafio, como eu vou levar até as últimas consequências”, declarou.

O senador também questionou a transparência do presidente e citou o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ao defender que assessores próximos também tenham os sigilos analisados.

“Eu abro, eu sigo o telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, afirmou Flávio, em referência à proposta de divulgação de registros telefônicos.

Condições para abertura dos sigilos

A petição foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do TSE, em resposta à iniciativa de Lula, que, na segunda-feira (20), apresentou documento autorizando a abertura de seus sigilos e dos familiares nos últimos oito anos, desde que Flávio fizesse o mesmo.

A defesa do senador considera a proposta do presidente insuficiente e pede a ampliação do alcance das informações. Entre as exigências estão dados bancários e fiscais de empresas ligadas a familiares de Lula, incluindo sociedades de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de informações relacionadas ao Instituto Lula e à empresa L.I.L.S. Palestras.


Leia mais

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O documento também menciona registros de visitantes do Palácio do Planalto, detalhes de uma reunião entre Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro, gastos com cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023 e agendas institucionais da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

A petição inclui ainda pedidos relacionados a investigações sobre descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com menções à lobista Roberta Luchsinger e a Frei Chico, irmão do presidente.

Flávio pede que o TSE intime Lula a informar se aceita as condições apresentadas. Caso o presidente recuse, o senador solicita que a negativa seja registrada no processo.

Flávio faz acusações contra Lula

Durante o discurso, Flávio também acusou Lula de ocultar patrimônio por meio de terceiros e mencionou o sítio de Atibaia e o triplex no Guarujá, imóveis que estiveram no centro de processos judiciais envolvendo o presidente.

“Porque o problema não é quem declara o patrimônio. Porque o patrimônio, gente, foi construído com muito suor, com muito trabalho”, afirmou o senador ao defender a divulgação de seus próprios bens.

As declarações fazem referência a processos da Operação Lava Jato. As condenações de Lula nesses casos foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os processos e declarou a parcialidade do então juiz Sergio Moro no caso do triplex.

Investigação envolvendo empresa ligada a amigo

Na petição, Flávio também declarou não ser sócio, administrador ou beneficiário da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Segundo a defesa, ele não dispõe dos dados bancários e fiscais da companhia.

O senador é alvo de dois inquéritos em tramitação no STF. Um investiga sua relação com Willer Tomaz em apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. O outro apura negociações envolvendo recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa de Flávio nega irregularidades e questiona a divulgação de informações sigilosas durante o período eleitoral.

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O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (21) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. A proposta, apresentada em petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelece, porém, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também cumpra uma série de exigências, incluindo a divulgação de informações de familiares, assessores e empresas ligadas a eles.

Em discurso, Flávio afirmou que pretende levar o desafio até as últimas consequências e defendeu que a abertura dos dados seja recíproca.

“Eu não só vou aceitar o desafio, como eu vou levar até as últimas consequências”, declarou.

O senador também questionou a transparência do presidente e citou o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ao defender que assessores próximos também tenham os sigilos analisados.

“Eu abro, eu sigo o telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, afirmou Flávio, em referência à proposta de divulgação de registros telefônicos.

Condições para abertura dos sigilos

A petição foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do TSE, em resposta à iniciativa de Lula, que, na segunda-feira (20), apresentou documento autorizando a abertura de seus sigilos e dos familiares nos últimos oito anos, desde que Flávio fizesse o mesmo.

A defesa do senador considera a proposta do presidente insuficiente e pede a ampliação do alcance das informações. Entre as exigências estão dados bancários e fiscais de empresas ligadas a familiares de Lula, incluindo sociedades de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de informações relacionadas ao Instituto Lula e à empresa L.I.L.S. Palestras.


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“Porque o problema não é quem declara o patrimônio. Porque o patrimônio, gente, foi construído com muito suor, com muito trabalho”, afirmou o senador ao defender a divulgação de seus próprios bens.

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