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Futuro eleitoral de Roberto Cidade altera planos de outros candidatos nas eleições de outubro

A indefinição sobre o futuro eleitoral do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), está paralisando uma série de movimentos dos colegas de parlamento. Originalmente candidato a deputado federal, ele agora é apontado como o principal nome para compor a chapa do senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao governo do Estado.

Estão na fila esperando por uma decisão de Roberto Cidade, as deputadas Joana Darc (União Brasil) e Alessandra Campelo (Podemos) e o deputado Sinésio Campos (PT). Os três podem ter planos iniciais alterados em face do que decidir o presidente e, com isso, alteram planos  de outros políticos.

Peça-chave no tabuleiro da eleição proporcional no Amazonas, Cidade obteve 105.510 votos em 2022 e os colegas avaliam que não conseguirá transferi-los na totalidade para o pai, “Robertão” Cidade (UB). Isso vai mudar a correlação das forças políticas com consequências na briga pelos votos do eleitorado nos municípios do interior.

O movimento de Joana D’Arc, por exemplo, influencia, direta ou indiretamente, os planos do marido dela, o vereador Aldenor Lima (União), que por sua vez interfere na vida dos colegas de Câmara Municipal de Manaus (CMM) Kennedy Marques (MDB) e Amauri Gomes (União Brasil), todos “navegantes” do eleitorado da causa animal.

Com Cidade na briga por uma vaga em Brasília, Joana Darc se preparava para brigar pela reeleição e lançar o marido Aldenor para deputado federal. Nessa composição, o plano é ser a mais votada em outubro, melhorando o desempenho registrado em 2022, quando foi a segunda mais votada, com 87.182 votos. Se confirmada como a mais votada, o próximo passo será conquistar a presidência da Aleam no próximo governo.

Já com Cidade sendo vice de Omar, o plano se altera: Joana sai candidata a deputada federal e Aldenor vai em busca de uma vaga na Aleam. Novamente, a votação dela em 2022 é um indicativo do potencial de votos de Joana, que precisaria apenas estar numa chapa competitiva do União Brasil. No plano estadual, Aldenor pode herdar os votos da esposa e chegar forte na disputa por uma vaga de deputado estadual.

O movimento de Aldenor, por sua vez, influencia o potencial de votos de Kennedy Marques e Amauri Gomes, que também buscam votos no eleitorado da causa pet. Para eles, é melhor enfrentar o atual vereador na disputa pelo voto desse segmento do que enfrentar Joana Darc, reconhecidamente muito mais forte e competitiva na briga por uma vaga na Aleam.


Saiba mais:

Janela partidária: futuro do deputado federal mais votado do país em 2022 ainda segue indefinido

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Câmara Federal ou presidência da Aleam

O futuro eleitoral da deputada Alessandra Campelo é o mais indefinido no momento, pois até a permanência no Podemos é incerta, posto que existe um movimento para que ela se filie ao PSD, de  Omar Aziz.

Dependendo do rumo que Roberto Cidade tomar, os planos de Alessandra se dividem entre buscar a reeleição e, com uma votação expressiva, brigar pela presidência da Assembleia, embate que num eventual governo de Omar Aziz, hoje favorito nas pesquisas, favoreceria a ele, pois ambos têm origens políticas comuns no PCdoB.

A outra possibilidade leva em conta que, na eleição de 2022, Alessandra foi a quinta mais votada (48.533 votos) e teve votos majoritariamente em Manaus, um ativo visto hoje como essencial para a escolha do vice na chapa de Omar Aziz. Também pesa a favor dela neste cenário o fato de ser mulher e ter “lugar de fala” para os embates com a pré-candidata do PL, a empresária Maria do Carmo Seffair, que está na cola de Omar nas pesquisas de intenção de voto.

Por fim, quem também acompanha com atenção o próximo movimento de Roberto Cidade é o petista Sinésio Campos (PT). Presidente do diretório estadual do partido do presidente Lula, Sinésio, pela primeira vez, levantou a possibilidade de buscar uma vaga na Câmara Federal se Roberto for o vice na chapa de Omar.

Aliados de Sinésio confidenciaram que ele acredita que ele é o principal candidato a herdar os votos de “currais” eleitorais do interior, onde a família Cidade é forte, como nos municípios do sul do Amazonas e do Médio Solimões, o que, ao lado de uma nominata com o vereador José Ricardo, poderia garantir uma vaga em Brasília.

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A indefinição sobre o futuro eleitoral do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), está paralisando uma série de movimentos dos colegas de parlamento. Originalmente candidato a deputado federal, ele agora é apontado como o principal nome para compor a chapa do senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao governo do Estado.

Estão na fila esperando por uma decisão de Roberto Cidade, as deputadas Joana Darc (União Brasil) e Alessandra Campelo (Podemos) e o deputado Sinésio Campos (PT). Os três podem ter planos iniciais alterados em face do que decidir o presidente e, com isso, alteram planos  de outros políticos.

Peça-chave no tabuleiro da eleição proporcional no Amazonas, Cidade obteve 105.510 votos em 2022 e os colegas avaliam que não conseguirá transferi-los na totalidade para o pai, “Robertão” Cidade (UB). Isso vai mudar a correlação das forças políticas com consequências na briga pelos votos do eleitorado nos municípios do interior.

O movimento de Joana D’Arc, por exemplo, influencia, direta ou indiretamente, os planos do marido dela, o vereador Aldenor Lima (União), que por sua vez interfere na vida dos colegas de Câmara Municipal de Manaus (CMM) Kennedy Marques (MDB) e Amauri Gomes (União Brasil), todos “navegantes” do eleitorado da causa animal.

Com Cidade na briga por uma vaga em Brasília, Joana Darc se preparava para brigar pela reeleição e lançar o marido Aldenor para deputado federal. Nessa composição, o plano é ser a mais votada em outubro, melhorando o desempenho registrado em 2022, quando foi a segunda mais votada, com 87.182 votos. Se confirmada como a mais votada, o próximo passo será conquistar a presidência da Aleam no próximo governo.

Já com Cidade sendo vice de Omar, o plano se altera: Joana sai candidata a deputada federal e Aldenor vai em busca de uma vaga na Aleam. Novamente, a votação dela em 2022 é um indicativo do potencial de votos de Joana, que precisaria apenas estar numa chapa competitiva do União Brasil. No plano estadual, Aldenor pode herdar os votos da esposa e chegar forte na disputa por uma vaga de deputado estadual.

O movimento de Aldenor, por sua vez, influencia o potencial de votos de Kennedy Marques e Amauri Gomes, que também buscam votos no eleitorado da causa pet. Para eles, é melhor enfrentar o atual vereador na disputa pelo voto desse segmento do que enfrentar Joana Darc, reconhecidamente muito mais forte e competitiva na briga por uma vaga na Aleam.


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