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Guilherme Boulos espera que fim da escala 6×1 seja aprovada ainda no primeiro semestre de 2026

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Guilherme Boulos espera que fim da escala 6×1 seja aprovada ainda no primeiro semestre de 2026
(Foto: reprodução)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (27/1) que o governo trabalha para viabilizar a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo ele, a gestão federal defende a redução da jornada semanal e a ampliação do tempo livre dos trabalhadores.

Em entrevista após participar de um ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, Boulos disse esperar que a proposta seja colocada em votação no Congresso Nacional, aprovada e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos meses.

“Eu espero que isso possa ser pautado, aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”, declarou o ministro.

De acordo com Boulos, o tema vem sendo tratado em conjunto com o Ministério do Trabalho. Ele afirmou ainda que já se reuniu e pretende manter novas conversas, nas próximas semanas, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para avançar nas articulações políticas.


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O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025, apresentada em fevereiro do ano passado. O texto conta com a assinatura de 226 deputados e tem como autora a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), do mesmo partido de Boulos.

Questionado sobre a resistência de setores empresariais à mudança, o ministro afirmou que a oposição de grandes empresários não causa surpresa e avaliou que, historicamente, esse grupo se posiciona contra a ampliação de direitos trabalhistas.

Boulos também destacou que a Presidência da República já adotou a mudança internamente. Segundo ele, no fim de 2024, o Palácio do Planalto encerrou a escala 6×1 para trabalhadores terceirizados, como funcionários da limpeza e da copa, que passaram a atuar, no máximo, no regime 5×2.

(*)Com informações da Agência Brasil