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Lula admite resistência de dois países em relação a acordo Mercosul-UE; saiba quais são

O presidente Lula admitiu, nesta segunda-feira (4/12), que houve resistência de dois presidentes ao avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. A parceria, que é discutida há 23 anos, criaria a maior área de livre comércio do mundo, mas enfrenta resistências de países de ambos os blocos para enfim ser concretizada.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa ao lado do chanceler alemão Olaf Scholz, na tarde desta segunda, em Berlim.

Lula disse que do lado do Mercosul, os governos argentinos têm ressalvas sobre alguns pontos do acordo, mas o mais grave seria a eleição na Argentina, com a vitória do líder de ultradireita Javier Milei.

“Eu não sei se ele [Alberto Fernández] não quer assinar porque ele perdeu as eleições e quer que o outro [Milei] assine. Eu acho que ele não vai levar ao outro porque me parece que eles não se ‘bicam’, então eu vou para lá [ao Rio de Janeiro para o encontro do Mercosul] na tentativa de convencer que a gente faça o acordo”, disse Lula durante encontro com empresários na capital alemã.


Leia mais:

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Na Alemanha, Lula se reúne com presidente para assinatura de acordos


O presidente comparou os argentinos aos franceses ao dizer que ambos são pontos de resistência ao acordo nos seus respectivos blocos. “É importante lembrar que nós nunca conseguimos fazer o acordo porque aqui na Europa vocês têm também uma Argentina”, disse Lula arrancando risos da plateia de empresários.

Lula disse que não conseguiu fazer o acordo com diversos ex-presidentes franceses, como Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande. “E agora não estou conseguindo fazer acordo com o nosso amigo Macron, a não ser que o chanceler [Olaf Scholz] utilize todo o seu charme para tentar fazer o Macron abrir seu coração e fazer o acordo”, afirmou.

Havia uma grande expectativa sobre o avanço do acordo em Berlim, já que a Alemanha é um dos países europeus mais favoráveis à parceria. Mas na COP28 em Dubai, o presidente francês Emmanuel Macron disse que era contrário ao acordo e o considerava antiquado minutos após uma reunião bilateral com Lula. A fala foi vista como o fracasso do acordo.

Na ocasião, o presidente brasileiro respondeu à declaração de Macron dizendo que se não houvesse acordo, paciência. Mas depois de passar a impressão de que estava entregando os pontos, Lula mudou o tom e disse que “é brasileiro e não desiste nunca”, por isso não vai desistir enquanto não conversar com todos os presidentes e ouvir o não de todos.

“Eu só posso dizer que não vai ter assinatura na hora em que terminar a reunião do Mercosul e eu tiver ou não. Enquanto eu puder acreditar que é possível fazer esse acordo, eu vou lutar para fazer, porque depois de 23 anos, se a gente não concluir o acordo, é porque nós estamos sendo irrazoáveis”, disse.

A reunião do Mercosul acontece nesta semana, entre os dias 5 e 7 de dezembro. O presidente Lula deixa Berlim nesta terça (5/12) e embarca direto para o Rio de Janeiro para participar da cúpula.

Acordo Mercosul-UE

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começou a ser negociado em 1999 e prevê, entre outras coisas, a isenção ou redução na cobrança de impostos de importação de bens e serviços produzidos nos dois blocos.

Em 2019, durante a Presidência de Jair Bolsonaro, Mercosul e União Europeia assinaram o acordo. No entanto, novas exigências ambientais europeias e a reação sul-americana a elas acabaram por reabrir a negociação.

Atualmente, o texto passa por uma fase de revisão técnica antes de ser submetido à ratificação pelos Parlamentos de todos os países envolvidos. Se concluído, vai envolver 31 países, 720 milhões de pessoas e aproximadamente 20% da economia mundial.

 

*Com informações da CNN Brasil

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O presidente Lula admitiu, nesta segunda-feira (4/12), que houve resistência de dois presidentes ao avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. A parceria, que é discutida há 23 anos, criaria a maior área de livre comércio do mundo, mas enfrenta resistências de países de ambos os blocos para enfim ser concretizada.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa ao lado do chanceler alemão Olaf Scholz, na tarde desta segunda, em Berlim.

Lula disse que do lado do Mercosul, os governos argentinos têm ressalvas sobre alguns pontos do acordo, mas o mais grave seria a eleição na Argentina, com a vitória do líder de ultradireita Javier Milei.

“Eu não sei se ele [Alberto Fernández] não quer assinar porque ele perdeu as eleições e quer que o outro [Milei] assine. Eu acho que ele não vai levar ao outro porque me parece que eles não se ‘bicam’, então eu vou para lá [ao Rio de Janeiro para o encontro do Mercosul] na tentativa de convencer que a gente faça o acordo”, disse Lula durante encontro com empresários na capital alemã.


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Lula disse que não conseguiu fazer o acordo com diversos ex-presidentes franceses, como Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande. “E agora não estou conseguindo fazer acordo com o nosso amigo Macron, a não ser que o chanceler [Olaf Scholz] utilize todo o seu charme para tentar fazer o Macron abrir seu coração e fazer o acordo”, afirmou.

Havia uma grande expectativa sobre o avanço do acordo em Berlim, já que a Alemanha é um dos países europeus mais favoráveis à parceria. Mas na COP28 em Dubai, o presidente francês Emmanuel Macron disse que era contrário ao acordo e o considerava antiquado minutos após uma reunião bilateral com Lula. A fala foi vista como o fracasso do acordo.

Na ocasião, o presidente brasileiro respondeu à declaração de Macron dizendo que se não houvesse acordo, paciência. Mas depois de passar a impressão de que estava entregando os pontos, Lula mudou o tom e disse que “é brasileiro e não desiste nunca”, por isso não vai desistir enquanto não conversar com todos os presidentes e ouvir o não de todos.

“Eu só posso dizer que não vai ter assinatura na hora em que terminar a reunião do Mercosul e eu tiver ou não. Enquanto eu puder acreditar que é possível fazer esse acordo, eu vou lutar para fazer, porque depois de 23 anos, se a gente não concluir o acordo, é porque nós estamos sendo irrazoáveis”, disse.

A reunião do Mercosul acontece nesta semana, entre os dias 5 e 7 de dezembro. O presidente Lula deixa Berlim nesta terça (5/12) e embarca direto para o Rio de Janeiro para participar da cúpula.

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