O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (27/10), a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota na eleição presidencial. Durante a comemoração de seu aniversário de 81 anos, no Palácio da Alvorada.
“Quem não deve, não teme. O cidadão que sai escondido desse país deve alguma coisa. E não vá dizer que não há democracia”, afirmou Lula.
Lula classificou o episódio como “vergonhoso” e também cobrou o cumprimento da ordem de entrega dos passaportes à Polícia Federal.
“Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a 2ª pátria deles, a 1ª é a devoção aos Estados Unidos”, disse.
Lula comparou a situação às derrotas que sofreu nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, afirmando que permaneceu no país. Também mencionou o período em que foi alvo de investigações e disse que recebeu convites para deixar o Brasil, mas decidiu ficar. O presidente ainda afirmou lamentar a saída do senador, que, em sua avaliação, poderia permanecer no país para responder às acusações.
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Críticas aos Estados Unidos
No mesmo discurso, Lula afirmou que plataformas digitais, o mercado financeiro e o governo dos Estados Unidos atuaram contra sua reeleição. Também voltou a defender que “o Brasil não é quintal de ninguém”.
A fala ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal e não deixasse o país. A PF cancelou os documentos brasileiros do senador depois que o prazo terminou sem a entrega. Mais tarde, a Reuters informou, com base em uma fonte do governo dos EUA e em um aliado de Flávio, que ele havia seguido para o país. Mais cedo, a Agência Brasil havia noticiado que ainda não havia confirmação formal da saída.
