O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) seja ouvido pela Polícia Federal no dia 28, às 14h, no âmbito da ação que apura calúnia contra o presidente Lula.
Inicialmente, Moraes havia determinado que o senador fosse ouvido em até 10 dias, prazo que não foi cumprido. A defesa de Flávio Bolsonaro solicitou então ampliação do prazo para prestar depoimento.
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Defesa não respondeu a tentativas de agendamento
Segundo a Polícia Federal, o pedido de mais prazo apresentado pela defesa de Flávio Bolsonaro ocorreu depois de os agentes tentarem marcar o depoimento. O delegado Antonio Carlos Knoll de Carvalho relatou a Moraes que a defesa do senador também foi informada sobre a possibilidade de a audiência ocorrer por videochamada, mas ainda assim não houve retorno.
Entenda o caso
A ação de calúnia teve origem em comentário de Flávio Bolsonaro sobre a prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após operação das forças militares dos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, o pré-candidato do PL afirmou que Lula seria “delatado” e também escreveu: “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
A Polícia Federal investigou a postagem e concluiu que o conteúdo se qualificava como calúnia. Segundo a corporação, o senador não deixou dúvidas de que a acusação é de que Lula teria cometido, dentre outros, o crime de tráfico internacional de drogas, e que seria delatado. O inquérito foi aberto após pedido da própria Polícia Federal.
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