Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

PGR vai ao Supremo contra lei do Amazonas que limita ingresso de mulheres na PM

A Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI–7492) para contestar lei do Amazonas que limita a participação de mulheres em concurso para a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM). Em geral, a restrição prevista é de 10% para mulheres.

A PGR pede que seja declarada inconstitucional a interpretação do art. 2º, § 2º, da Lei 3.498/2010, na redação dada pela Lei 5.671/2021, todas aprovadas pela Assembleia Legislativa do Amazonas.

A legislação estabelece “que, no mínimo, 10% (dez por cento) das vagas oferecidas nos concursos para combatentes da Polícia Militar amazonense serão preenchidas por candidatas do sexo feminino”.

Na ação, a procuradora-geral da República em exercício, Elizeta Ramos, sustenta que a limitação não tem respaldo constitucional, o que cria discriminação em razão do sexo. Para Elizeta, as mulheres devem concorrer na modalidade de livre concorrência entre todas as vagas disponíveis nos editais dos concursos.


Leia mais:

Limite de 10% de mulheres na PMDF é inconstitucional, diz PGR

Governo federal bloqueia R$ 116 milhões do orçamento da Capes


No entendimento da PGR, o tratamento diferenciado entre homens e mulheres só pode ser aceito no caso de testes físicos e a única hipótese válida de tratamento diferenciado seria para ampliar o ingresso de parcela histórica ou socialmente discriminada, como nos casos de vagas destinadas a pessoas negras ou portadoras de deficiência.

“Muito embora a Constituição Federal possibilite que a lei estabeleça requisitos diferenciados de admissão no serviço público quando a natureza do cargo o exigir, tal norma constitucional não confere ao legislador a prerrogativa de abstratamente proibir, restringir ou limitar o ingresso de mulheres em cargos, funções ou empregos públicos”, argumentou Elizeta.

A discussão sobre a limitação da participação de mulheres em concursos militares começou após o ministro Cristiano Zanin suspender, em setembro, o concurso da Polícia Militar do Distrito Federal. A medida foi tomada após o PT acionar a Corte para contestar uma lei local que fixou limite de 10% de participação de mulheres no efetivo da PM.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI–7492) para contestar lei do Amazonas que limita a participação de mulheres em concurso para a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM). Em geral, a restrição prevista é de 10% para mulheres.

A PGR pede que seja declarada inconstitucional a interpretação do art. 2º, § 2º, da Lei 3.498/2010, na redação dada pela Lei 5.671/2021, todas aprovadas pela Assembleia Legislativa do Amazonas.

A legislação estabelece “que, no mínimo, 10% (dez por cento) das vagas oferecidas nos concursos para combatentes da Polícia Militar amazonense serão preenchidas por candidatas do sexo feminino”.

Na ação, a procuradora-geral da República em exercício, Elizeta Ramos, sustenta que a limitação não tem respaldo constitucional, o que cria discriminação em razão do sexo. Para Elizeta, as mulheres devem concorrer na modalidade de livre concorrência entre todas as vagas disponíveis nos editais dos concursos.


Leia mais:

Limite de 10% de mulheres na PMDF é inconstitucional, diz PGR

Governo federal bloqueia R$ 116 milhões do orçamento da Capes


No entendimento da PGR, o tratamento diferenciado entre homens e mulheres só pode ser aceito no caso de testes físicos e a única hipótese válida de tratamento diferenciado seria para ampliar o ingresso de parcela histórica ou socialmente discriminada, como nos casos de vagas destinadas a pessoas negras ou portadoras de deficiência.

“Muito embora a Constituição Federal possibilite que a lei estabeleça requisitos diferenciados de admissão no serviço público quando a natureza do cargo o exigir, tal norma constitucional não confere ao legislador a prerrogativa de abstratamente proibir, restringir ou limitar o ingresso de mulheres em cargos, funções ou empregos públicos”, argumentou Elizeta.

A discussão sobre a limitação da participação de mulheres em concursos militares começou após o ministro Cristiano Zanin suspender, em setembro, o concurso da Polícia Militar do Distrito Federal. A medida foi tomada após o PT acionar a Corte para contestar uma lei local que fixou limite de 10% de participação de mulheres no efetivo da PM.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Câmara vota política nacional de proteção às mulheres ribeirinhas

O plenário da Câmara dos Deputados analisa na próxima terça-feira (29) o Projeto de Lei 2462/26, que institui a Política Nacional de Proteção, Promoção...

TJAM escolhe nova presidência nesta terça-feira

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) realizará, na próxima terça-feira (29), a eleição para a escolha dos dirigentes da Corte no biênio 2027-2028....
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Lula cita morte de Saddam Hussein para criticar EUA

Em entrevista à CNN, na segunda-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou a morte do ex-presidente do Iraque Saddam Hussein...

GloboNews se retrata sobre Aparecida e Flávio Bolsonaro

A GloboNews divulgou uma correção e pediu desculpas na noite de quinta-feira (24), depois que um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes associou o...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Governo diz que bets não terão valores de outorga devolvidos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o Governo Federal não vai devolver os valores pagos pelas empresas de apostas on-line pelas outorgas....

Após autorizar, Lula anuncia proibição das bets no Brasil

Depois de autorizar e regulamentar o funcionamento das apostas de quota fixa no país, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Câmara vota política nacional de proteção às mulheres ribeirinhas

O plenário da Câmara dos Deputados analisa na próxima terça-feira (29) o Projeto de Lei 2462/26, que institui a Política Nacional de Proteção, Promoção...

TJAM escolhe nova presidência nesta terça-feira

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) realizará, na próxima terça-feira (29), a eleição para a escolha dos dirigentes da Corte no biênio 2027-2028....

Lula cita morte de Saddam Hussein para criticar EUA

Em entrevista à CNN, na segunda-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou a morte do ex-presidente do Iraque Saddam Hussein...

GloboNews se retrata sobre Aparecida e Flávio Bolsonaro

A GloboNews divulgou uma correção e pediu desculpas na noite de quinta-feira (24), depois que um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes associou o...

Governo diz que bets não terão valores de outorga devolvidos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o Governo Federal não vai devolver os valores pagos pelas empresas de apostas on-line pelas outorgas....

Após autorizar, Lula anuncia proibição das bets no Brasil

Depois de autorizar e regulamentar o funcionamento das apostas de quota fixa no país, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]