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PL do Aborto é criticado por ministros do governo Lula; Planalto desaprova medida

Ministros do governo Lula reforçaram, nesta sexta-feira (14/06), o posicionamento do Planalto diante da aprovação do PL do Aborto. Na quarta-feira (12/06), a matéria teve sua urgência aprovada na Câmara dos Deputados em votação-relâmpago e simbólica.

Alexandre Padilha, ministros das Relações Institucionais, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sempre garantiu, atendendo a solicitações de lideranças religiosas, que “nunca ia fazer nada pra mudar a legislação atual do aborto no país”.

“Nós continuamos com essa mesma postura. Não contem com o governo para mudar a legislação do aborto do país, ainda mais pra um projeto que estabelece que uma mulher estuprada vai ter uma pena duas vezes maior que a do estuprador. Não contem com o governo para essa barbaridade”, disse.

Padilha, responsável pela articulação do Planalto com o Congresso Nacional, é alvo de críticas de governistas e da oposição pela falta de diálogo com parlamentares. O ministro disse que vai reforçar com líderes o posicionamento do governo e trabalhar para que o projeto não seja votado.


Leia mais:

Na Suíça, Lula ainda não se posicionou sobre PL do Aborto: “Deixa eu voltar para o Brasil”

“Ataca a dignidade das mulheres e meninas”, diz Janja sobre PL do Aborto


A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, também se manifestou, e disse que o PL do aborto se trata de instrumentalização de um tema complexo.

“Eu, pessoalmente, sou contra o aborto. É uma atitude altamente desrespeitosa e desumana com as mulheres achar que o estuprador deve ter uma pena menor do que a mulher que foi estuprada e que não teve condição de ter acesso, dentro do tempo, para fazer o uso da lei que lhe assegura o direito ao aborto legal”, disse.

A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, também criticou a proposta. Ela declarou que o projeto representa um “grande retrocesso civilizatório”, além de, segundo ela, ser inconstitucional, na medida que fere a dignidade humana.

“É um ataque brutal contra todas as mulheres que sofrem violência sexual neste país. É preciso derrotar esse projeto no Parlamento, em defesa da vida e da dignidade das mulheres e meninas vítimas de violência”, disse Luciana, em nota.

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, havia se manifestado sobre o assunto depois da aprovação da urgência. Ela chamou a proposta de “desastrosa” e afirmou que a tramitação da matéria se deu com velocidade e pouco espaço para discussão com a sociedade e especialistas.

“Esse projeto representa retrocesso e desprezo pela vida das mulheres. Esse não é o Brasil que queremos”, publicou Anielle nas redes sociais.

*Com informações da CNN Brasil

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Ministros do governo Lula reforçaram, nesta sexta-feira (14/06), o posicionamento do Planalto diante da aprovação do PL do Aborto. Na quarta-feira (12/06), a matéria teve sua urgência aprovada na Câmara dos Deputados em votação-relâmpago e simbólica.

Alexandre Padilha, ministros das Relações Institucionais, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sempre garantiu, atendendo a solicitações de lideranças religiosas, que “nunca ia fazer nada pra mudar a legislação atual do aborto no país”.

“Nós continuamos com essa mesma postura. Não contem com o governo para mudar a legislação do aborto do país, ainda mais pra um projeto que estabelece que uma mulher estuprada vai ter uma pena duas vezes maior que a do estuprador. Não contem com o governo para essa barbaridade”, disse.

Padilha, responsável pela articulação do Planalto com o Congresso Nacional, é alvo de críticas de governistas e da oposição pela falta de diálogo com parlamentares. O ministro disse que vai reforçar com líderes o posicionamento do governo e trabalhar para que o projeto não seja votado.


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A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, também criticou a proposta. Ela declarou que o projeto representa um “grande retrocesso civilizatório”, além de, segundo ela, ser inconstitucional, na medida que fere a dignidade humana.

“É um ataque brutal contra todas as mulheres que sofrem violência sexual neste país. É preciso derrotar esse projeto no Parlamento, em defesa da vida e da dignidade das mulheres e meninas vítimas de violência”, disse Luciana, em nota.

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