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PL vive disputa entre chapa própria e aproximação com União Brasil

A nomeação do ex-vereador de Itacoatiara Arnoud Lucas (PL) para a Secretaria Executiva de Justiça e Cidadania (Sejusc), na segunda-feira (22), ampliou os sinais de aproximação entre o PL e o União Brasil, partido do governador Roberto Cidade. O movimento ocorre em meio às discussões internas sobre a estratégia eleitoral da legenda para a disputa pelo Governo do Amazonas em 2026.

Arnoud era pré-candidato a deputado federal pelo PL e trocou um projeto eleitoral de quatro anos por um cargo que, em tese, deve durar pouco mais de seis meses. Ligado à deputada estadual Joana Darc (União Brasil), também pré-candidata à Câmara dos Deputados, ele é considerado por integrantes do partido uma liderança em ascensão, especialmente pela atuação em defesa da causa animal.

Procurada pela Onda Digital, a assessoria do PL não confirmou a saída de Arnoud da legenda. Caso permaneça filiado, o partido volta a ocupar espaço no primeiro escalão do Governo do Estado, situação que não ocorria desde as saídas de Evilázio Nascimento da Amazonprev e de Selma Banes da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Duas estratégias para a disputa estadual

A movimentação reforça uma divergência que há meses marca os bastidores do PL.De um lado, a pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, defende uma chapa integralmente formada pelo partido, com o vereador Sargento Salazar como candidato a vice-governador e duas candidaturas próprias ao Senado.

De outro, a ala liderada pelo presidente estadual da legenda, Alfredo Nascimento, trabalha pela construção de alianças, inclusive com o União Brasil, ampliando as possibilidades de composição para a disputa de 2026.

Essa diferença de estratégia já foi reconhecida publicamente pelos pré-candidatos Alberto Neto, ao Senado, e Coronel Rosses, à Câmara dos Deputados. Ambos, no entanto, afirmam que as divergências podem ser superadas ao longo do processo eleitoral.

Sinais aparecem dentro e fora do partido

As articulações também encontram respaldo em declarações de outras lideranças. Em entrevista ao Onda News na semana passada, o ex-governador Wilson Lima afirmou manter boa relação com Alfredo Nascimento e disse dialogar com todas as forças políticas do mesmo campo ideológico, incluindo o PL.

A avaliação também é compartilhada por integrantes do União Brasil. O ex-secretário de Estado Marcellus Campelo afirmou que o PL nunca deixou a estrutura do governo estadual.

“O PL continua dentro da estrutura do governo. O partido tinha três secretarias, a Sejusc, a Amazonprev e também a Secretaria de Pessoas com Deficiência no governo do ex-governador Wilson Lima e o governador atual, Roberto Cidade, manteve o PL lá nas suas estruturas. Então, foi a saída de uma pessoa que era do PL para a entrada de uma pessoa que é do PL”, defendeu Campelo.

Já na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), as diferentes posições também ficaram evidentes. O deputado Cabo Maciel, filiado ao PL há 18 anos, declarou em um podcast que seu candidato ao Senado é Wilson Lima.

Já o deputado Delegado Péricles (PL) foi alvo de críticas de aliados de Maria do Carmo por supostamente atuar para acelerar a tramitação de projetos de interesse do governo Roberto Cidade. O parlamentar negou a acusação e respondeu com críticas à pré-candidata.

Outro indicativo das dificuldades de convergência é o distanciamento do ex-deputado estadual Marco Antônio Chico Preto. Apontado nos bastidores como um dos possíveis candidatos a vice em uma chapa exclusivamente formada pelo PL, ele reduziu sua participação na pré-campanha e raramente acompanha agendas públicas de Maria do Carmo em Manaus.

Vitória interna pode não encerrar disputa

Segundo uma fonte da cúpula do PL ouvida pela Onda Digital, sob condição de anonimato, Maria do Carmo pode até conseguir consolidar a estratégia de uma chapa própria. Ainda assim, a avaliação é de que uma eventual vitória nesse debate interno não eliminaria os desafios políticos da campanha.

De acordo com a fonte, além da necessidade de administrar um partido dividido, a pré-candidata também enfrentaria limitações financeiras. A justificativa apresentada é que o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, mantém o controle sobre a distribuição dos recursos partidários por meio da direção estadual, presidida por Alfredo Nascimento.

Posicionamentos

Após a publicação dessa matéria, a pré-candidata Maria do Carmo encaminhou nota à Onda Digital conforme texto a seguir:

“Tenho acompanhado com surpresa o comportamento recente de filiados do nosso partido que, a poucas semanas da definição das candidaturas, têm se aproximado de adversários e aceitado cargos em uma gestão à qual fazemos oposição.

Ser filiado a um partido não é gesto de conveniência. Impõe deveres estatutários, dentre eles, a observância ao programa partidário e o respeito às deliberações de seus órgãos de direção. Quem escolhe permanecer no partido assume o compromisso de honrá-los.

Não aceitaremos condutas que contrariem essas diretrizes. Recorreremos aos meios internos e estatutários para enquadrar esses comportamentos e fazer cumprir as orientações partidárias.

Seguimos firmes e unidos no compromisso que assumimos com o Amazonas”.

Já a equipe do governador Roberto Cidade não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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A nomeação do ex-vereador de Itacoatiara Arnoud Lucas (PL) para a Secretaria Executiva de Justiça e Cidadania (Sejusc), na segunda-feira (22), ampliou os sinais de aproximação entre o PL e o União Brasil, partido do governador Roberto Cidade. O movimento ocorre em meio às discussões internas sobre a estratégia eleitoral da legenda para a disputa pelo Governo do Amazonas em 2026.

Arnoud era pré-candidato a deputado federal pelo PL e trocou um projeto eleitoral de quatro anos por um cargo que, em tese, deve durar pouco mais de seis meses. Ligado à deputada estadual Joana Darc (União Brasil), também pré-candidata à Câmara dos Deputados, ele é considerado por integrantes do partido uma liderança em ascensão, especialmente pela atuação em defesa da causa animal.

Procurada pela Onda Digital, a assessoria do PL não confirmou a saída de Arnoud da legenda. Caso permaneça filiado, o partido volta a ocupar espaço no primeiro escalão do Governo do Estado, situação que não ocorria desde as saídas de Evilázio Nascimento da Amazonprev e de Selma Banes da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Duas estratégias para a disputa estadual

A movimentação reforça uma divergência que há meses marca os bastidores do PL.De um lado, a pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, defende uma chapa integralmente formada pelo partido, com o vereador Sargento Salazar como candidato a vice-governador e duas candidaturas próprias ao Senado.

De outro, a ala liderada pelo presidente estadual da legenda, Alfredo Nascimento, trabalha pela construção de alianças, inclusive com o União Brasil, ampliando as possibilidades de composição para a disputa de 2026.

Essa diferença de estratégia já foi reconhecida publicamente pelos pré-candidatos Alberto Neto, ao Senado, e Coronel Rosses, à Câmara dos Deputados. Ambos, no entanto, afirmam que as divergências podem ser superadas ao longo do processo eleitoral.

Sinais aparecem dentro e fora do partido

As articulações também encontram respaldo em declarações de outras lideranças. Em entrevista ao Onda News na semana passada, o ex-governador Wilson Lima afirmou manter boa relação com Alfredo Nascimento e disse dialogar com todas as forças políticas do mesmo campo ideológico, incluindo o PL.

A avaliação também é compartilhada por integrantes do União Brasil. O ex-secretário de Estado Marcellus Campelo afirmou que o PL nunca deixou a estrutura do governo estadual.

“O PL continua dentro da estrutura do governo. O partido tinha três secretarias, a Sejusc, a Amazonprev e também a Secretaria de Pessoas com Deficiência no governo do ex-governador Wilson Lima e o governador atual, Roberto Cidade, manteve o PL lá nas suas estruturas. Então, foi a saída de uma pessoa que era do PL para a entrada de uma pessoa que é do PL”, defendeu Campelo.

Já na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), as diferentes posições também ficaram evidentes. O deputado Cabo Maciel, filiado ao PL há 18 anos, declarou em um podcast que seu candidato ao Senado é Wilson Lima.

Já o deputado Delegado Péricles (PL) foi alvo de críticas de aliados de Maria do Carmo por supostamente atuar para acelerar a tramitação de projetos de interesse do governo Roberto Cidade. O parlamentar negou a acusação e respondeu com críticas à pré-candidata.

Outro indicativo das dificuldades de convergência é o distanciamento do ex-deputado estadual Marco Antônio Chico Preto. Apontado nos bastidores como um dos possíveis candidatos a vice em uma chapa exclusivamente formada pelo PL, ele reduziu sua participação na pré-campanha e raramente acompanha agendas públicas de Maria do Carmo em Manaus.

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Segundo uma fonte da cúpula do PL ouvida pela Onda Digital, sob condição de anonimato, Maria do Carmo pode até conseguir consolidar a estratégia de uma chapa própria. Ainda assim, a avaliação é de que uma eventual vitória nesse debate interno não eliminaria os desafios políticos da campanha.

De acordo com a fonte, além da necessidade de administrar um partido dividido, a pré-candidata também enfrentaria limitações financeiras. A justificativa apresentada é que o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, mantém o controle sobre a distribuição dos recursos partidários por meio da direção estadual, presidida por Alfredo Nascimento.

Posicionamentos

Após a publicação dessa matéria, a pré-candidata Maria do Carmo encaminhou nota à Onda Digital conforme texto a seguir:

“Tenho acompanhado com surpresa o comportamento recente de filiados do nosso partido que, a poucas semanas da definição das candidaturas, têm se aproximado de adversários e aceitado cargos em uma gestão à qual fazemos oposição.

Ser filiado a um partido não é gesto de conveniência. Impõe deveres estatutários, dentre eles, a observância ao programa partidário e o respeito às deliberações de seus órgãos de direção. Quem escolhe permanecer no partido assume o compromisso de honrá-los.

Não aceitaremos condutas que contrariem essas diretrizes. Recorreremos aos meios internos e estatutários para enquadrar esses comportamentos e fazer cumprir as orientações partidárias.

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