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Preço da gasolina em Manaus gera disputa política entre Alberto Neto e Marcelo Ramos

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Preço da gasolina em Manaus gera disputa política entre Alberto Neto e Marcelo Ramos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O preço da gasolina em Manaus, que ultrapassa R$ 7 em alguns postos, virou motivo de disputa política nas redes sociais nesta quarta-feira (11/3) entre o deputado federal Alberto Neto (PL) e o ex-deputado Marcelo Ramos (PT).

Em vídeo gravado em frente a um posto de combustível na capital amazonense, Alberto Neto afirmou que o aumento do preço está ligado à volta de impostos federais sobre combustíveis no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o combustível mais caro impacta diretamente o custo de vida da população.

O parlamentar também mencionou fatores internacionais, como conflitos no Oriente Médio, para explicar a alta do petróleo e seus reflexos no preço final.

“Estou aqui em frente a um posto de combustível no estado do Amazonas, mostrando que o combustível do Amazonas é o mais caro do Brasil. Aumentou no Brasil inteiro, na verdade no mundo, porque o mundo está vivendo uma guerra lá no Irã, e isso está impactando o transporte, a logística, a produção do combustível, logo, o combustível ficou muito mais caro. Na época do Bolsonaro, teve também outras guerras onde o preço do combustível também foi impactado e qual a solução? É a redução dos impostos o imposto”, disse o parlamentar.

Alberto Neto defendeu a redução de impostos sobre combustíveis e disse ter enviado um documento ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional do Petróleo (ANP) pedindo medidas para reduzir a carga tributária.

Em resposta ao que chamou de “showzinho de mentiras e demagogia”, Marcelo Ramos (PT) compartilhou um vídeo de Brasília, para comparar os preços e contestar as declarações do deputado, o que classificou como “desinformação”.

Conforme o pré-candidato ao Senado, o preço elevado da gasolina em Manaus tem relação com mudanças estruturais ocorridas no setor de refino durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ramos citou a privatização da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) como um dos fatores que podem influenciar o preço local do combustível. Segundo ele, após a venda da refinaria, a política de abastecimento passou a depender mais do mercado internacional, o que pode gerar maior variação de preços.

“Ele diz que a gasolina aumentou em Manaus e que o Amazonas paga a gasolina mais cara do Brasil por conta da guerra do Irã e porque o presidente Lula teria aumentado os impostos sobre os combustíveis. Vamos mostrar o que ele não quer dizer e repor a verdade sobre mentiras que ele usa nas redes. Primeiro, eu quero mostrar a você que essa gasolina que ele mostraria a R$ 7,29, aqui em Brasília está a R$ 6,57. Sabe por que aqui é mais barato? Porque o ex-presidente Bolsonaro privatizou a refinaria de Manaus, e a empresa que comprou parou de refinar o petróleo de Urucu e passou a comprar combustível importado”, rebateu.


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O ex-deputado também afirmou que, ao final do governo Bolsonaro, o preço da gasolina chegou a R$ 7,59 em algumas localidades, valor superior ao observado atualmente em parte do país. Ele destacou ainda que a maior parcela dos tributos sobre combustíveis é composta por impostos estaduais.

A discussão ocorre em meio à variação no preço dos combustíveis no país e ao debate político sobre políticas de preços, carga tributária e estrutura do mercado de refino no Brasil.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que os valores podem variar significativamente entre regiões devido a fatores logísticos, tributários e de mercado.