Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Senador Omar Aziz alerta para o avanço das facções e diz que PL Antifacção precisa sair do papel

O senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que o Projeto Antifacção, aprovado na noite de terça-feira (18), precisa ser aplicado de forma eficaz para conter o avanço do crime organizado no Brasil. A declaração foi feita durante entrevista ao CBN Manaus, Jornal da Manhã, nesta quarta-feira (19/11), na qual Omar destacou que o texto passou por seis versões diferentes e ainda requer análise detalhada pelo Senado Federal.

Omar enfatizou que ainda não analisou o texto final aprovado na Câmara dos Deputados, pois a votação ocorreu na noite anterior. Contudo, ressaltou sua principal preocupação: evitar possíveis brechas no projeto que possam beneficiar grupos específicos ou dificultar o combate às organizações criminosas.

“O texto final eu não olhei ainda, porque foi votado ontem à noite, mas ele mudou seis vezes. O que a gente não vai permitir como tentaram fazer na PEC da blindagem. Nossa preocupação é não proteger ninguém”, frisou.

O senador lembrou que quem vive na região Norte, especialmente na Amazônia, conhece com profundidade a dinâmica das facções e de suas rotas de entrada. “A tecnologia do crime avança, e o Estado não acompanha”.

Omar Aziz também citou o avanço tecnológico das facções, mencionando o caso da “cocaína preta”, revelado recentemente em rede nacional, que não é identificada por cães farejadores. Para ele, o Brasil enfrenta hoje uma fronteira vulnerável, com mais de 6 mil km por onde escoam drogas vindas de países produtores.

“O Brasil não produz cocaína. Ela entra pelas nossas fronteiras, pelo Alto Solimões, pelo rio Negro, pelo Japurá e pelo Içá. Quem vive aqui conhece essa realidade”, destacou.


Saiba mais: 

Saullo Vianna volta a comandar a Semasc nesta quarta (19)

Pagamento de pensionistas e aposentados da AmazonPrev está garantido, diz Wilson Lima


Prevenção como política central

Omar Aziz criticou a ideia de que o aumento de penas, por si só, seja suficiente para enfrentar o crime organizado. Para o senador, o problema fundamental está na ausência do Estado em comunidades vulneráveis, o que facilita a expansão das facções criminosas.

“O cara já condenado a 60 anos não vai cumprir mais 10. O que precisamos é de prevenção. (…) O Estado brasileiro saiu das comunidades. Quem ocupou esses espaços foram as facções”, dispara.

O senador defendeu que a segurança pública seja tratada como política de Estado, com continuidade entre governos e planejamento a longo prazo.

“Não pode ser um projeto de um governo. É preciso começar com um e continuar com o próximo, independente de quem seja”, frisou.

Senado deve avaliar possíveis ajustes no texto

Agora sob análise do Senado Federal, a proposta deve passar por revisão para garantir que o texto consolidado traga avanços efetivos e evite qualquer possibilidade de proteção a setores ligados ao crime ou privilegiados pelos termos do projeto aprovado na Câmara.

 

Assista:

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que o Projeto Antifacção, aprovado na noite de terça-feira (18), precisa ser aplicado de forma eficaz para conter o avanço do crime organizado no Brasil. A declaração foi feita durante entrevista ao CBN Manaus, Jornal da Manhã, nesta quarta-feira (19/11), na qual Omar destacou que o texto passou por seis versões diferentes e ainda requer análise detalhada pelo Senado Federal.

Omar enfatizou que ainda não analisou o texto final aprovado na Câmara dos Deputados, pois a votação ocorreu na noite anterior. Contudo, ressaltou sua principal preocupação: evitar possíveis brechas no projeto que possam beneficiar grupos específicos ou dificultar o combate às organizações criminosas.

“O texto final eu não olhei ainda, porque foi votado ontem à noite, mas ele mudou seis vezes. O que a gente não vai permitir como tentaram fazer na PEC da blindagem. Nossa preocupação é não proteger ninguém”, frisou.

O senador lembrou que quem vive na região Norte, especialmente na Amazônia, conhece com profundidade a dinâmica das facções e de suas rotas de entrada. “A tecnologia do crime avança, e o Estado não acompanha”.

Omar Aziz também citou o avanço tecnológico das facções, mencionando o caso da “cocaína preta”, revelado recentemente em rede nacional, que não é identificada por cães farejadores. Para ele, o Brasil enfrenta hoje uma fronteira vulnerável, com mais de 6 mil km por onde escoam drogas vindas de países produtores.

“O Brasil não produz cocaína. Ela entra pelas nossas fronteiras, pelo Alto Solimões, pelo rio Negro, pelo Japurá e pelo Içá. Quem vive aqui conhece essa realidade”, destacou.


Saiba mais: 

Saullo Vianna volta a comandar a Semasc nesta quarta (19)

Pagamento de pensionistas e aposentados da AmazonPrev está garantido, diz Wilson Lima


Prevenção como política central

Omar Aziz criticou a ideia de que o aumento de penas, por si só, seja suficiente para enfrentar o crime organizado. Para o senador, o problema fundamental está na ausência do Estado em comunidades vulneráveis, o que facilita a expansão das facções criminosas.

“O cara já condenado a 60 anos não vai cumprir mais 10. O que precisamos é de prevenção. (…) O Estado brasileiro saiu das comunidades. Quem ocupou esses espaços foram as facções”, dispara.

O senador defendeu que a segurança pública seja tratada como política de Estado, com continuidade entre governos e planejamento a longo prazo.

“Não pode ser um projeto de um governo. É preciso começar com um e continuar com o próximo, independente de quem seja”, frisou.

Senado deve avaliar possíveis ajustes no texto

Agora sob análise do Senado Federal, a proposta deve passar por revisão para garantir que o texto consolidado traga avanços efetivos e evite qualquer possibilidade de proteção a setores ligados ao crime ou privilegiados pelos termos do projeto aprovado na Câmara.

 

Assista:

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Juiz manda Trump liberar acesso de jornalistas à Casa Branca

O juiz distrital Timothy J. Kelly determinou nesta quinta-feira (24) que o governo de Donald Trump restabeleça o acesso à Casa Branca para jornalistas...

Real Time Big Data: Lula aparece à frente no 1º turno e empata com Flávio no 2º

Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (24), mostra Lula e Flávio Bolsonaro em situação de empate técnico nos principais...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

TSE manda Zema retirar vídeo com Lula e ministros presos

O Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, determinou nesta quarta-feira (23/9) que a campanha do candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo, retire das redes...

Marcel Alexandre defende hospitais de referência no interior e diz que fé orienta decisões políticas

O ex-vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Marcel Alexandre (União Brasil) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (23), que...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

PF adia novamente depoimento de Vorcaro sobre ‘A Turma’

A Polícia Federal (PF) adiou novamente o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para o dia 30 de...

Câmara de Manaus aprova ampliação do cadastro reserva dos concursos públicos

O Projeto de Lei nº 533/2026, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus e propõe mudanças na...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Juiz manda Trump liberar acesso de jornalistas à Casa Branca

O juiz distrital Timothy J. Kelly determinou nesta quinta-feira (24) que o governo de Donald Trump restabeleça o acesso à Casa Branca para jornalistas...

Real Time Big Data: Lula aparece à frente no 1º turno e empata com Flávio no 2º

Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (24), mostra Lula e Flávio Bolsonaro em situação de empate técnico nos principais...

TSE manda Zema retirar vídeo com Lula e ministros presos

O Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, determinou nesta quarta-feira (23/9) que a campanha do candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo, retire das redes...

Marcel Alexandre defende hospitais de referência no interior e diz que fé orienta decisões políticas

O ex-vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Marcel Alexandre (União Brasil) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (23), que...

PF adia novamente depoimento de Vorcaro sobre ‘A Turma’

A Polícia Federal (PF) adiou novamente o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para o dia 30 de...

Câmara de Manaus aprova ampliação do cadastro reserva dos concursos públicos

O Projeto de Lei nº 533/2026, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus e propõe mudanças na...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]