A candidata a vice-governadora do Amazonas Shádia Fraxe, que integra a chapa de David Almeida (Avante), apresentou propostas para a saúde pública durante entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (9/9). A médica defendeu o fortalecimento da atenção básica, a ampliação da estrutura no interior e a contratação de serviços da rede privada para reduzir a espera por exames, procedimentos e cirurgias.
Entre as medidas apresentadas está o uso da capacidade ociosa de hospitais particulares, como leitos, equipamentos e centros cirúrgicos. Segundo Shádia, a contratação seria feita de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), após um levantamento da estrutura e do quadro de profissionais disponíveis em cada estabelecimento.
“Nós visitaremos os hospitais, primeiramente, para saber qual é a quantidade de profissionais e de leitos. Essa é uma política permitida pelo SUS. A conversa será entre os gestores, e a compra das cirurgias ou dos procedimentos será feita dentro da lei”, afirmou.
A legislação permite que instituições privadas participem de forma complementar do SUS quando a estrutura pública não for suficiente para atender à população. A prestação dos serviços deve ser formalizada por contrato ou convênio e seguir as normas administrativas e assistenciais do sistema público.
Fortalecimento da atenção básica no interior
Ex-secretária municipal de Saúde de Manaus, Shádia também destacou o avanço da cobertura da Atenção Primária à Saúde na capital, que passou de aproximadamente 47% para mais de 92%. A candidata afirmou que parte do modelo poderá ser aplicada nos municípios do interior, por meio da construção de novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e da contratação de profissionais.
“Para que a gente tenha uma expansão da cobertura da atenção básica, é necessária a construção de novas UBSs, mas não apenas isso. Também é preciso contratar profissionais, porque a saúde é feita por pessoas”, declarou.
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Shádia também defendeu a ampliação dos atendimentos itinerantes, mas explicou que as soluções deverão considerar as características de cada município. Segundo ela, algumas localidades podem precisar de unidades de saúde voltadas ao atendimento das mulheres, enquanto outras apresentam maior demanda por serviços odontológicos ou outras especialidades.
“Talvez, em um município, não seja necessária uma unidade móvel de saúde da mulher, mas uma unidade móvel odontológica, por exemplo. Cada município tem uma realidade. Isso será estudado, e toda política pública necessária para ajudar aquela população será levada”, disse.
Propostas para os primeiros 100 dias
Questionada sobre as medidas que seriam adotadas nos primeiros 100 dias de um eventual governo, Shádia afirmou que pretende reunir os gestores dos 61 municípios do interior para identificar as principais demandas da saúde. De acordo com a candidata, a prioridade será fortalecer a atenção primária e ampliar as ações preventivas.
“O principal modelo, neste momento, é o fortalecimento da atenção primária, que está muito ligada à prevenção. Esse modelo precisa ser fortalecido, expandido e estudado para cada região, conforme a sua necessidade”, concluiu.
