Em meio à reorganização política para as eleições de 2026, o grupo liderado pelo ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), decidiu apostar em um nome do núcleo duro da gestão para recompor sua chapa à Câmara dos Deputados. A então secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, foi alçada à condição de pré-candidata após uma sequência de perdas consideradas estratégicas durante a janela partidária.
O Avante enfrentou esvaziamento em sua nominata federal com a saída de quadros relevantes que eram considerados estratégicos para filiação na legenda. Entre eles, o deputado federal Saullo Vianna, que optou por não se filiar ao Avante e migroudo União Brasil para o MDB, alinhado ao senador Eduardo Braga.
Outro movimento que impactou o grupo foi a saída de Jesus Alves da Secretaria Municipal de Habitação, que também optou por permanecer no MDB e com pretensão de disputar uma vaga na Câmara. As baixas comprometeram a montagem de uma chapa competitiva e pressionaram o grupo a reagir rapidamente.
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A escolha de Shádia Fraxe é vista, nos bastidores, como uma tentativa de recuperar protagonismo na disputa proporcional. Próxima de David Almeida, sua entrada pode reforçar o desempenho eleitoral do Avante em um cenário de alta concorrência.
Além disso, a escalação de Shádia é vista como estratégica para impulsionar outras candidaturas do grupo, especialmente a de Aryel Almeida, filha do ex-prefeito. Nos bastidores, a leitura é de que a capilaridade política e a visibilidade da ex-secretária podem contribuir para ampliar o desempenho eleitoral da chapa como um todo.
Médica, Shádia ganhou visibilidade à frente da Secretaria Municipal de Saúde, o que hoje é considerado um ativo político utilizado para fortalecer a sigla na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.