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Sinais indicam possível candidatura de Roberto Cidade

Movimentos no governo e articulações partidárias alimentam a expectativa de que Roberto Cidade (União Brasil) pode disputar a reeleição, enquanto analistas apontam fatores políticos e institucionais que reforçam esse cenário.

O governador Roberto Cidade (União Brasil) sinalizou que só deve tratar de sua candidatura à reeleição após o Festival Folclórico de Parintins, mais especificamente a partir de 3 de julho. Apesar disso, analistas e especialistas em eleições apontam sinais que indicam que ele irá sim disputar as eleições em outubro.

Com mais de dez anos de atuação em pesquisas eleitorais, o empresário Erico Barbosa, da Pontual Pesquisas, aponta ao menos três fatores que indicam uma possível recandidatura do governador.

Segundo ele, o primeiro elemento é o entorno político. “A primeira coisa que faço ao tentar saber se uma pessoa será candidata é olhar para o entorno dela. E no entorno de Cidade eu encontro o União Brasil, que é um dos maiores partidos do País e certamente vai querer ter um candidato aqui no Amazonas”, afirma.


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O segundo fator, na avaliação de Barbosa, é o exercício do cargo, que garante visibilidade junto ao eleitorado, com inauguração de obras, lançamento de programas e ações voltadas ao funcionalismo.

Por fim, ele destaca o desempenho em pesquisas de intenção de votos. Segundo o analista, o governador aparece em posições competitivas mesmo diante de pré-candidatos mais consolidados no cenário eleitoral.

“Todas as pesquisas, independente de institutos ou metodologias, já captaram o potencial de votos dele. O Omar (Aziz) aparece ali na frente e ele, Maria do Carmo Seffair e David Almeida estão embolados em segundo lugar, portanto, com chances reais”, explica.

“Candidatíssimo”

O cientista político Carlos Santiago afirma que Roberto Cidade “é candidatíssimo” à reeleição em outubro e cita como exemplo a proposta de recriação da Secretaria do Trabalho, apresentada pelo governador, como um sinal de planejamento de longo prazo.

“Isso é um exemplo. Ninguém que tem pouco tempo no cargo, que não tem projeto de reeleição, iria propor a criação de uma estrutura governamental”, pondera.

Santiago também destaca a capacidade de articulação política do governador, que mantém um grupo diverso no controle da máquina pública desde 2019, reunindo partidos como PL, PSB e setores do PT.

“Cidade representa este grupo político que deseja se manter no poder e mostra força política ao distribuir o poder numa ação que vai muito além da dicotomia de esquerda e direita. Essa capacidade o deixa muito competitivo e com muita força para se reeleger, agregando gregos e troianos”, argumenta.

Sinais institucionais e bastidores do governo

Um auxiliar próximo ao governador, ouvido em condição de anonimato, afirma que há sinais de uma candidatura iminente tanto no plano institucional quanto no pessoal.

Segundo essa fonte, decisões como a renúncia a uma candidatura praticamente certa à Câmara Federal, a inviabilização da candidatura do pai, Robertão Cidade, à Assembleia Legislativa, e a suspensão de contratos empresariais da família com o governo indicariam um movimento político mais amplo.

“Tudo isso só para ser governador por dez meses? Não acredito, seriam muitas renúncias para pouco poder”, afirma.

No campo institucional, a fonte cita ações como inaugurações de pequenas obras em Manaus, incluindo pontes sobre igarapés, além de medidas voltadas a servidores da segurança pública e da educação, como reajustes salariais, pagamento de data-base e distribuição de sobras do Fundeb.

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Segundo ele, o primeiro elemento é o entorno político. “A primeira coisa que faço ao tentar saber se uma pessoa será candidata é olhar para o entorno dela. E no entorno de Cidade eu encontro o União Brasil, que é um dos maiores partidos do País e certamente vai querer ter um candidato aqui no Amazonas”, afirma.


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“Todas as pesquisas, independente de institutos ou metodologias, já captaram o potencial de votos dele. O Omar (Aziz) aparece ali na frente e ele, Maria do Carmo Seffair e David Almeida estão embolados em segundo lugar, portanto, com chances reais”, explica.

“Candidatíssimo”

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“Isso é um exemplo. Ninguém que tem pouco tempo no cargo, que não tem projeto de reeleição, iria propor a criação de uma estrutura governamental”, pondera.

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