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Por que idosos 70+ ainda votam mesmo sem obrigação?

Participar das eleições segue sendo uma forma de exercer a cidadania e contribuir para as decisões que definem os rumos do país e dos estados, mesmo depois dos 70 anos. A partir dessa faixa etária, o voto é facultativo, mas permanece como um direito.

Nas Eleições 2026, 2.801.182 eleitores estão aptos a votar no Amazonas, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). No cenário nacional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza quase 17 milhões de eleitores com mais de 70 anos, o equivalente a mais de um em cada dez brasileiros aptos a votar.

O advogado e especialista em Direito Eleitoral José Emanoel Cardoso explica que o voto da população idosa deve ser considerado dentro do processo democrático da mesma forma que o dos demais eleitores.

“Eu entendo que a importância do voto da terceira idade é que deve ser tratado como um voto normal, legítimo e válido, levando em conta, inclusive, que o nosso país está envelhecendo, a pirâmide está se invertendo. E essa especificidade da população idosa merece o devido atendimento, acolhimento e por parte do poder público”, afirma.

A relevância desse eleitorado também está ligada ao envelhecimento da população brasileira. Com o aumento da parcela de pessoas idosas, questões como saúde, mobilidade, acessibilidade, previdência, assistência social e qualidade de vida passam a representar demandas cada vez mais presentes na sociedade.

Segundo Cardoso, a participação dos idosos nas eleições também contribui para que candidatos e gestores públicos estejam atentos às necessidades dessa parcela da população.

Para a aposentada Raimunda Tavares, de 86 anos, o voto representa a possibilidade de continuar participando das decisões da sociedade. Ela conta que vota desde jovem e pretende continuar enquanto puder.

“Eu faço questão de participar das decisões do meu país, né? Do meu país, do meu Estado, da minha cidade. Então, é por isso que eu faço questão de votar. E vou votar enquanto eu puder, enquanto também for pessoas que eu considero e vejo que vale a pena, eu vou votar”, afirma.


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Voto facultativo não significa falta de participação

A possibilidade de não votar depois dos 70 anos não significa que o eleitor idoso esteja afastado da vida política. Para quem escolhe continuar indo às urnas, o voto representa uma decisão voluntária de permanecer participando do processo eleitoral.

Na avaliação de Cardoso, essa participação também pode ajudar a colocar as necessidades da terceira idade no debate público.

“Então é importante que o idoso, que a idosa, ele exerça sua cidadania em prol do seu próprio benefício mesmo de ver o Estado, aquele candidato que vai ser eleito, o legislador que vai ser eleito, proporcionando melhorias na qualidade de vida daquela pessoa enquanto cidadã”, destaca.

A participação eleitoral, portanto, vai além do ato de apertar a tecla na urna. Ela representa a possibilidade de o cidadão manifestar suas escolhas e acompanhar as decisões que terão impacto direto sobre sua vida.

Participação que passa de geração para geração

A importância do voto também pode ser transmitida dentro das próprias famílias. Aos 86 anos, Raimunda diz que procura incentivar filhos e netos a participarem das eleições.

“Então, é por isso que eu faço questão de votar. E quem eu puder, como é que se diz? Pedir para votar também, instruir meus filhos, meus netos. Todos são ainda jovens, mas todos eles votam, todos eles vão votar já”, afirma.

Atendimento prioritário e auxílio na hora de votar

As pessoas com 60 anos ou mais têm direito ao atendimento prioritário, assim como pessoas com deficiência, gestantes, pessoas com criança de colo e lactantes, entre outras. Já aquelas com 80 anos ou mais têm prioridade absoluta, sendo sempre as primeiras da fila. A Lei Federal nº 14.364/2022 também garante prioridade aos acompanhantes.

O eleitor com mobilidade reduzida poderá ser auxiliado por uma pessoa de sua confiança ao votar. Caberá ao presidente da mesa verificar a necessidade do acompanhante e autorizar o ingresso na cabina de votação.

A votação das Eleições 2026 no Amazonas ocorre das 7h às 16h na capital e na maior parte do estado, e das 6h às 15h em 11 municípios.

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Participar das eleições segue sendo uma forma de exercer a cidadania e contribuir para as decisões que definem os rumos do país e dos estados, mesmo depois dos 70 anos. A partir dessa faixa etária, o voto é facultativo, mas permanece como um direito.

Nas Eleições 2026, 2.801.182 eleitores estão aptos a votar no Amazonas, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). No cenário nacional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza quase 17 milhões de eleitores com mais de 70 anos, o equivalente a mais de um em cada dez brasileiros aptos a votar.

O advogado e especialista em Direito Eleitoral José Emanoel Cardoso explica que o voto da população idosa deve ser considerado dentro do processo democrático da mesma forma que o dos demais eleitores.

“Eu entendo que a importância do voto da terceira idade é que deve ser tratado como um voto normal, legítimo e válido, levando em conta, inclusive, que o nosso país está envelhecendo, a pirâmide está se invertendo. E essa especificidade da população idosa merece o devido atendimento, acolhimento e por parte do poder público”, afirma.

A relevância desse eleitorado também está ligada ao envelhecimento da população brasileira. Com o aumento da parcela de pessoas idosas, questões como saúde, mobilidade, acessibilidade, previdência, assistência social e qualidade de vida passam a representar demandas cada vez mais presentes na sociedade.

Segundo Cardoso, a participação dos idosos nas eleições também contribui para que candidatos e gestores públicos estejam atentos às necessidades dessa parcela da população.

Para a aposentada Raimunda Tavares, de 86 anos, o voto representa a possibilidade de continuar participando das decisões da sociedade. Ela conta que vota desde jovem e pretende continuar enquanto puder.

“Eu faço questão de participar das decisões do meu país, né? Do meu país, do meu Estado, da minha cidade. Então, é por isso que eu faço questão de votar. E vou votar enquanto eu puder, enquanto também for pessoas que eu considero e vejo que vale a pena, eu vou votar”, afirma.


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“Então é importante que o idoso, que a idosa, ele exerça sua cidadania em prol do seu próprio benefício mesmo de ver o Estado, aquele candidato que vai ser eleito, o legislador que vai ser eleito, proporcionando melhorias na qualidade de vida daquela pessoa enquanto cidadã”, destaca.

A participação eleitoral, portanto, vai além do ato de apertar a tecla na urna. Ela representa a possibilidade de o cidadão manifestar suas escolhas e acompanhar as decisões que terão impacto direto sobre sua vida.

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