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Wilson Lima diz que ministros do STF devem sofrer impeachment como políticos

O ex-governador do Amazonas e pré-candidato ao Senado, Wilson Lima (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista à Rádio Difusora, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser submetidos aos mesmos mecanismos de responsabilização aplicados a outras autoridades da República.

“O prefeito pode ser cassado, o governador, o presidente da república, por que o ministro também não pode ser impeachmado? Por que ele não pode ser avaliado, perguntado e questionado sobre o comportamento dele? Não tenha a menor dúvida de que, se o ministro cometeu o crime, está provado, ele tem que ser afastado, ele tem que ser cassado e não tenha dúvida sobre o meu posicionamento com relação a isso”, disse o ex-governador ao defender a possibilidade de impeachment de integrantes da Corte.

Segundo Wilson Lima, o fato de prefeitos, governadores e presidentes da República poderem sofrer impeachment demonstra que ministros do Supremo também devem estar sujeitos a mecanismos de controle.

Desgaste

A declaração ocorre em um momento em que o Supremo enfrenta uma deterioração de sua imagem junto à opinião pública. Pesquisas recentes da Genial/Quaest apontaram que 55% dos brasileiros dizem não confiar na Corte, enquanto 39% afirmam confiar, o menor índice desde 2023.

Levantamento do Datafolha realizado em março já mostrava que a desconfiança em relação ao STF era recorde: 43% dos brasileiros afirmavam não confiar na Corte.

Apesar da queda na confiança, levantamento do Datafolha revelou que a maioria dos entrevistados considera o Supremo uma instituição essencial para a democracia, embora também avalie que os ministros concentram poder excessivo.


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Bandeira política

Nos últimos anos, críticas ao STF passaram a ocupar espaço central no discurso de lideranças políticas, especialmente entre nomes ligados à direita. Propostas de impeachment de ministros, limitação de mandatos e mudanças no funcionamento da Corte ganharam força no Congresso e nas campanhas eleitorais.

Ao se posicionar sobre o tema, Wilson Lima se insere em um debate nacional que opõe, de um lado, aqueles que defendem maior controle sobre os ministros e, de outro, os que argumentam que medidas desse tipo podem comprometer a independência do Judiciário.

A discussão deve ganhar ainda mais espaço nas eleições de 2026, quando a disputa por vagas no Senado poderá influenciar diretamente a correlação de forças em torno do Supremo Tribunal Federal.

A Constituição permite que ministros do STF sofram impeachment em casos de crime de responsabilidade. O processo é conduzido pelo Senado e pode ser aberto quando houver condutas consideradas incompatíveis com o cargo, entretanto, apesar de a da possibilidade estar prevista em lei, nenhum ministro do Supremo foi afastado por impeachment desde a Constituição de 1988.

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O ex-governador do Amazonas e pré-candidato ao Senado, Wilson Lima (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista à Rádio Difusora, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser submetidos aos mesmos mecanismos de responsabilização aplicados a outras autoridades da República.

“O prefeito pode ser cassado, o governador, o presidente da república, por que o ministro também não pode ser impeachmado? Por que ele não pode ser avaliado, perguntado e questionado sobre o comportamento dele? Não tenha a menor dúvida de que, se o ministro cometeu o crime, está provado, ele tem que ser afastado, ele tem que ser cassado e não tenha dúvida sobre o meu posicionamento com relação a isso”, disse o ex-governador ao defender a possibilidade de impeachment de integrantes da Corte.

Segundo Wilson Lima, o fato de prefeitos, governadores e presidentes da República poderem sofrer impeachment demonstra que ministros do Supremo também devem estar sujeitos a mecanismos de controle.

Desgaste

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