Alteração nas unhas podem revelar problemas de circulação? Veja mitos e verdades

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Alterações nas unhas, como mudança de cor, espessura ou formato, muitas vezes levantam dúvidas sobre a saúde da circulação sanguínea. Embora alguns sinais possam indicar problemas mais sérios, especialistas alertam que nem toda mudança nas unhas está relacionada à má circulação. Em muitos casos, as alterações são causadas por trauma, envelhecimento, produtos químicos ou infecções locais.

Foto: Reprodução/Freepik

Segundo dermatologistas, alterações nas unhas podem estar associadas a quadros como isquemia (redução do fluxo de sangue para um tecido) ou hipoxemia (baixo nível de oxigênio no sangue). No entanto, esses sinais raramente aparecem isoladamente e geralmente vêm acompanhados de outros sintomas, como pele fria, dor ao caminhar, mudança de cor nos dedos ou feridas que não cicatrizam.

Entre os sinais que podem levantar suspeita estão unhas quebradiças, espessas, opacas ou deformadas, além de crescimento lento. Em situações mais graves, as pontas dos dedos podem ficar muito pálidas ou arroxeadas, indicando possível falta de oxigenação.

Mitos e verdades sobre unhas e circulação

Mito: manchas brancas indicam falta de cálcio.
Verdade: na maioria das vezes são causadas por pequenos traumas na unha.

Mito: ranhuras nas unhas significam má circulação.
Verdade: geralmente estão relacionadas ao envelhecimento ou ao crescimento natural da unha.

Mito: unhas quebradiças indicam anemia.
Verdade: o mais comum é que estejam ligadas à exposição a produtos químicos, detergentes ou ressecamento.

Mito: manchas escuras nas unhas são sinal de trombose.
Verdade: muitas vezes são hematomas por trauma ou pigmentação natural, mas em alguns casos podem exigir avaliação médica.

Mito: a unha precisa “respirar”.
Verdade: unhas são formadas por queratina morta e recebem nutrientes pela circulação sanguínea, não pelo ar.

Quando procurar um médico

Especialistas recomendam procurar avaliação médica quando houver alteração persistente de cor, deformação em várias unhas, extremidades frias, dor ou feridas que não cicatrizam. Nesses casos, o dermatologista pode investigar possíveis doenças sistêmicas ou problemas circulatórios.

Em resumo, as unhas podem dar pistas sobre a saúde, mas o diagnóstico correto sempre depende de avaliação clínica completa.