A seleção feminina do Irã vive um momento de tensão durante a disputa da Copa da Ásia, na Austrália. O governo iraniano classificou a equipe como “traidora em tempos de guerra” depois que as jogadoras se recusaram a cantar o hino nacional antes de uma das partidas do torneio. A atitude gerou preocupação internacional sobre a segurança das atletas caso retornem ao país.
Torcedores iniciaram uma campanha pedindo que a Austrália conceda asilo ao time. Segundo relatos, as jogadoras teriam enviado sinais de socorro durante as partidas e até pela janela do hotel onde estavam hospedadas. Mais de 66 mil pessoas já assinaram uma petição pedindo que elas não sejam obrigadas a voltar ao Irã enquanto houver riscos à segurança do grupo.
O caso ganhou ainda mais repercussão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que conversou com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, sobre a situação. Em publicação nas redes sociais, Trump disse que seria um “erro humanitário” permitir que as atletas retornassem ao Irã e afirmou que os Estados Unidos estariam dispostos a recebê-las caso a Austrália não conceda asilo.