Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (31/3) o uso de bombardeiros B-52 em operações sobre o Irã, aviões com capacidade nuclear, marcando o primeiro sobrevoo desse tipo de bombardeio desde o início do conflito entre os países.
De acordo com o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, as aeronaves devem ser empregadas para atingir cadeias de suprimentos ligadas à produção de mísseis, drones e embarcações, com o objetivo de reduzir a capacidade de reabastecimento militar iraniana.
A operação indica possível fragilidade nos sistemas de defesa aérea do Irã, já que o B-52, apesar de seu alto poder ofensivo, é considerado mais vulnerável a esse tipo de proteção. O anúncio ocorreu um dia após o presidente Donald Trump divulgar um vídeo de explosão em uma instalação na cidade de Isfahan, supostamente um depósito de munições.
Fabricado pela Boeing, o B-52 é um bombardeiro estratégico com capacidade nuclear e alcance superior a 14 mil quilômetros sem reabastecimento. A aeronave é considerada peça central da estratégia militar dos EUA.
As autoridades não confirmaram se os bombardeiros participaram diretamente do ataque mencionado.
(*)Com informações do G1
