O pré-candidato à Presidência pelo PSD e governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou durante coletiva de imprensa que vencer o PT nas eleições de 2026 é fácil. Na mesma oportunidade, o político também criticou o também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que o filho do ex-presidente não tem experiência para o cargo. A coletiva ocorreu nesta segunda-feira (30/3), em São Paulo, na sede do PSD.
“Não se aprende a governar sentado na cadeira de Presidência da República. Flávio não teve essa experiência, não acumulou essa vivência de como tratar com o Congresso, com o Supremo, com os outros governadores. Então, o ímpeto da idade às vezes ultrapassa o momento de equilíbrio”, disparou Caiado, que também falou sobre a importância de manter o PT longe da presidência, expressando que, na sua visão, esse é o maior desafio.
“É importante que todos entendam que o desafio não é ganhar a eleição do PT apenas. Isso é fácil, sem dúvida alguma. Mas o difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país. Não é opção mais em Goiás, não é opção mais em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul. Isso que é a relevância do momento” declarou.
A fala faz referência ao resultado das eleições de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva derrotou Jair Bolsonaro no segundo turno.
O pré-candidato afirmou que governar exige articulação política com instituições como Congresso, Supremo Tribunal Federal e governos estaduais, e destacou que essa experiência não teria sido acumulada por Flávio Bolsonaro.
A declaração ocorre após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defender que Caiado deveria apoiar uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro já no primeiro turno.
Em resposta, o governador rejeitou a proposta, afirmou que manterá sua candidatura e criticou o que classificou como um modelo político baseado em polarização. Segundo ele, sua proposta é se apresentar como uma alternativa independente no cenário eleitoral.
Caiado também defendeu maior debate político e afirmou que a escolha de um presidente deve levar em conta a capacidade de gestão, e não apenas o desempenho eleitoral.

(*)Com informações do Metrópoles