Caminhoneiros de diferentes regiões do país voltaram a discutir a possibilidade de aderir a uma greve nacional nos próximos dias, em meio à alta do diesel e à insatisfação com as medidas anunciadas pelo governo federal.
A mobilização ganhou força após uma assembleia realizada no Porto de Santos, onde lideranças do setor sinalizaram apoio ao movimento. Ainda não há data definida, mas parte da categoria defende o início da paralisação ainda nesta semana.
Segundo representantes, ações como a redução de tributos e subsídios não tiveram o efeito esperado, especialmente após reajustes no preço do combustível anunciados pela Petrobras. Caminhoneiros também criticam a falta de fiscalização, alegando variação de preços entre postos.
A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) afirmou em nota que apoia a paralisação. Na semana passada, a confederação pediu ao governo federal providências para conter a alta considerada abusiva nos preços dos combustíveis.
Entre as principais reivindicações estão a redução do ICMS, revisão de pedágios e o cumprimento do piso mínimo do frete. A articulação envolve motoristas autônomos e profissionais ligados a empresas, com possibilidade de adesão de outras categorias do transporte.

Apesar da insatisfação, lideranças afirmam que seguem em diálogo com o governo federal para tentar evitar uma paralisação nacional.
(*)Com informações da CNN Brasil