Caso Débora: acusados de matar jovem e bebê vão a júri popular em Manaus

0

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) informou que Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, acusados pelo feminicídio da jovem Débora da Silva Alves, de 18 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri no dia 27 de maio deste ano. A sessão ocorrerá no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, zona Centro-Sul de Manaus.

A decisão de levar os réus a júri popular foi proferida pelo juiz de direito Fábio Lopes Alfaia, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, no dia 14 de maio de 2024. Na ocasião, o magistrado acolheu a denúncia do MPE-AM, que apontou os crimes de duplo homicídio qualificado, por motivo torpe, asfixia, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio, além de aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.

O promotor de Justiça André Epifânio Martins será o responsável pela acusação durante o julgamento.

Débora da Silva Alves foi morta no dia 30 de julho de 2023, na Usina Termoelétrica Mauá 2, localizada na Estrada da UTM, bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus. De acordo com a denúncia do Ministério Público, a jovem, que estava grávida de oito meses, foi asfixiada com um fio elétrico por Gil Romero e José Nilson. Em seguida, os réus atearam fogo ao corpo da vítima.

Ainda conforme a acusação, Gil Romero, que era pai da criança e mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora, realizou o aborto, retirando o bebê da barriga da jovem com uma faca de pão. A criança foi colocada em um saco e jogada no rio que passa próximo ao local do crime. Segundo o MPE-AM, a motivação do crime teria sido a tentativa de Gil de omitir a relação com a vítima e a existência do bebê.

(Foto: Reprodução)
(Foto: Divulgação)