
A China alertou o governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (11/3) que o uso excessivo de inteligência artificial (IA) nas Forças Armadas poderia mergulhar o mundo num apocalipse semelhante ao retratado no filme “O Exterminador do Futuro”.
Os Estados Unidos estão atualmente envolvidos em um intenso debate ético sobre as aplicações militares da IA. O governo Donald Trump está em impasse com a startup americana Anthropic, que estaria se recusando a a permitir que as Forças Armadas americanas usem sua tecnologia sem restrições, como exige o governo, para uso em aplicações de vigilância sobre a população e automação de ataques e bombardeios militares.
Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa da China, comentou o caso e chegou a afirmar em pronunciamento: “Continuar a militarização desenfreada da inteligência artificial, usá-la como ferramenta para violar a soberania de outras nações, permitir que influencie indevidamente decisões de guerra e deixar que algoritmos exerçam poder de vida ou morte sobre seres humanos não só mina os fundamentos éticos e as responsabilidades em tempos de guerra, como também corre o risco de levar à perda do controle tecnológico. Uma distopia como a retratada no filme americano ‘O Exterminador do Futuro’ pode um dia se tornar realidade”.
“O Exterminador do Futuro” lançado em 1984, foi estrelado por Arnold Schwarzenegger e roteirizado e dirigido pelo cineasta James Cameron. O filme retrata um futuro apocalíptico em que, em 2029, robôs controlados por uma inteligência artificial superior lutam contra humanos. O longa inspirou uma série de filmes, e a primeira continuação, “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final” (1991), venceu 4 Oscars e se tornou um marco dos efeitos visuais no cinema.