O diretor-presidente da Fundação Amazonprev, Evilázio Nascimento, divulgou uma nota de esclarecimento nesta sexta-feira (6/3) após a deflagração da Operação Sine Consensu, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades em investimentos de R$ 390 milhões feitos pela instituição entre junho e setembro de 2024.
Na nota, Evilázio Nascimento afirma não ser alvo das investigações e destaca que os três servidores investigados são sobre os quais recaem as suspeitas. Ele ressalta que, à época das operações com bancos como Master e C6 Bank, ainda não integrava a gestão da Amazonprev. Sua nomeação para o cargo ocorreu em maio de 2025, por decreto do governador Wilson Lima.
“Portanto não há nenhuma fundamentação que possa me associar a tais investimentos”, enfatiza o diretor-presidente.
Evilázio informou ainda que, assim que tomou conhecimento das transações por meio de denúncia do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça (SINTJAM) ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), em novembro de 2025, determinou a abertura de uma sindicância interna e afastou imediatamente do setor de Operações Financeiras as pessoas envolvidas.
A sindicância foi concluída em janeiro de 2026, e o relatório está sendo distribuído aos órgãos de justiça e controle do Estado, como Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e aos conselheiros da Fundação Amazonprev.
“Tenho total interesse de que esses fatos sejam bem esclarecidos e me coloco à disposição para o que for preciso a fim de que não restem dúvidas do meu não envolvimento, bem como do meu total interesse na apuração de toda e qualquer irregularidade”, conclui a nota.
A Polícia Federal investiga os crimes de gestão temerária e corrupção ativa e passiva. A Amazonprev informou anteriormente que as aplicações não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado.

