A escolha de um chefe do Poder Executivo para completar o mandato de antecessores não é uma novidade para o amazonense, que por duas vezes viu isso no Governo do Estado e uma vez na prefeitura de Manaus. O detalhe desta vez é que a escolha por eleição indireta feita na Assembleia Legislativa é diferente de 2017 quando a eleição para governo tampão foi direta.
A Constituição do Amazonas é clara quando estabelece que a vacância dos cargos de governador e vice, nos dois últimos anos do mandato, implica na realização de eleição indireta feita entre os 24 deputados da Aleam. Ocorre que em 2017, já no segundo biênio do mandato de José Melo e do vice Henrique Oliveira, o Tribunal Superior Eleitoral entendeu que os cargos não ficaram vagos, mas sim que houve uma punição aplicada ao governador e o vice de então e, neste cenário, a opção era eleição direta em dois turnos, se necessário, que culminou na vitória de Amazonino Mendes.