Erika Hilton defende inclusão e critica ataques após ser eleita para presidir Comissão da Mulher

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Eleita nesta quarta-feira (11/3) presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) informou que não permitirá que discursos de divisão prejudiquem o trabalho do colegiado e destacou que o foco deve ser o enfrentamento à violência contra as mulheres no país.

Foto: Agência Senado/Andressa Anholete

Em manifestação pública nas redes sociais após ser alvo de críticas, ela disse que os questionamentos direcionados à sua presença na presidência da comissão revelam uma contradição: segundo a parlamentar, “há setores mais incomodados com a participação de mulheres trans na política do que com a própria violência que atinge mulheres diariamente no Brasil”.

A deputada também destacou que mulheres trans e travestis têm conquistado espaços institucionais e demonstrado capacidade de atuar na formulação de políticas públicas e no diálogo com diferentes segmentos da sociedade.

Segundo ela, apesar das diferenças entre as mulheres, há um objetivo comum que deve orientar o trabalho da comissão: ampliar direitos, garantir proteção e promover avanços para todas.

Hilton reforçou ainda que a Comissão da Mulher deve ser um espaço plural e representativo, comprometido com a defesa da vida e dos direitos de todas as mulheres. Ela afirmou que, durante sua gestão, não permitirá que discursos que incentivem a divisão ou a exclusão comprometam o papel do colegiado.

Reprodução/Instagram