O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou no sábado (28/3), durante discurso na CPAC 2026, no Texas (EUA), que não deseja interferência direta dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, mas defendeu que haja pressão diplomática internacional para garantir o funcionamento das instituições no país.
Ao se dirigir ao público do evento, um dos principais fóruns do movimento conservador norte-americano, o parlamentar pediu que o “mundo livre” acompanhe de perto o processo eleitoral brasileiro. Segundo ele, é importante que outros países observem aspectos como a liberdade de expressão e atuem diplomaticamente. “Aprendam e entendam nosso processo. Monitorem a liberdade de expressão do nosso povo. E apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, declarou.
Apesar do apelo, Flávio afirmou que não quer interferência estrangeira no pleito. Ele também criticou a atuação do governo norte-americano anterior e disse confiar na própria vitória. “Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder. Como eu disse: vou vencer porque é a vontade do meu povo”, afirmou.
Durante o discurso, o senador ainda reforçou a necessidade de eleições “livres e justas” e associou sua eventual candidatura à experiência do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em tom comparativo, também citou o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0. Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai”, concluiu.