Por que a gasolina custa R$ 9,80 em Pauini, no Amazonas?

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Fonte: Compilação com base em dados da ANP, Procon-AM, Gaspedia e relatos locais (jan–fev/2026).

 

Fonte: Compilação com base em dados da ANP, Procon-AM, Gaspedia e relatos locais (jan–fev/2026).

O alto preço da gasolina em municípios do interior do Amazonas tem como principal causa os desafios logísticos da região, especialmente o transporte fluvial e as longas distâncias até os centros de distribuição. Em Pauini, no sul do estado, o litro da gasolina comum já é vendido a R$ 9,80, o maior valor registrado em levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Procon Amazonas.

Com acesso predominantemente por via fluvial, Pauini depende do transporte por embarcações, o que encarece o frete e impacta toda a cadeia de abastecimento. Fatores como o nível dos rios, o tempo de deslocamento e os custos de armazenamento elevam o preço final ao consumidor.

Outros municípios também apresentam valores altos, como Eirunepé (R$ 9,00), Urucurituba (R$ 8,20) e Apuí (R$ 8,16). O menor preço identificado foi de R$ 6,49, no Careiro. Em Manaus, a média é de R$ 6,98, enquanto o preço médio estadual chega a R$ 7,31, colocando o Amazonas entre os estados com gasolina mais cara do país.

O impacto logístico também atinge o gás de cozinha em Pauini, onde o botijão de 13 quilos custa, em média, R$ 165, acima da média nacional. Além disso, após a privatização da refinaria local, administrada atualmente fora da gestão da Petrobras, os preços passaram a seguir a dinâmica de mercado, o que amplia as variações no interior.