O Governo Federal do Brasil registrou déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (30/03).
O resultado negativo ocorre quando as despesas superam as receitas, desconsiderando os juros da dívida pública. Apesar do rombo, houve melhora em relação ao mesmo período de 2025, quando o déficit foi de R$ 31,598 bilhões.
O desempenho também veio melhor que o esperado pelo mercado, que projetava um saldo negativo de R$ 34,3 bilhões, conforme estimativa da pesquisa Prisma Fiscal.
O resultado reflete aumento na arrecadação de tributos, como IOF e Cofins, além do crescimento das contribuições para a Previdência, impulsionado pela formalização do emprego. Ainda assim, a alta das despesas manteve pressão sobre as contas públicas.
Entre os principais gastos que influenciaram o resultado estão:
- Educação: aumento de R$ 3,4 bilhões, com destaque para o programa Pé-de-Meia;
- Saúde: alta de R$ 1,4 bilhão;
- Pessoal: crescimento de R$ 2,2 bilhões devido a reajustes;
- Previdência: aumento de R$ 1,7 bilhão.
No acumulado do ano, o governo ainda registra superávit de R$ 56,85 bilhões, sustentado principalmente pelo resultado positivo de janeiro.
A meta fiscal para 2026 é encerrar o ano com superávit de 0,25% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões, embora projeções oficiais indiquem a possibilidade de déficit ao longo do exercício.
Os investimentos públicos também cresceram no início do ano, somando R$ 9,5 bilhões no primeiro bimestre, alta de 49,7% em relação ao mesmo período de 2025.