O general Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã e vice-diretor de relações públicas da instituição, foi morto na madrugada desta sexta-feira (20) em um bombardeio noturno reivindicado por Israel. O Exército ideológico iraniano confirmou a morte e classificou o ataque como um “covarde e criminoso atentado terrorista perpetrado pelo lado americano-sionista”.
A morte do porta-voz ocorre em meio à escalada do conflito na região, que já dura 21 dias. A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou em uma nova fase na quinta-feira (19), com bombardeios iranianos a estruturas de produção de gás natural no Oriente Médio, que se somaram a ataques anteriores a refinarias de petróleo.
O Exército de Israel assumiu a autoria do ataque e detalhou o papel de Naini no regime iraniano. Em comunicado, a instituição afirmou que o general atuava como “principal propagandista da Guarda Revolucionária” e que sua função era difundir a propaganda do regime a aliados no Oriente Médio “com o objetivo de influenciar e promover ataques contra Israel”.
“Sua eliminação se soma a uma série de eliminações de dezenas de figuras de alto escalão do regime iraniano durante a operação”, acrescentou a nota israelense.
Horas antes de ser morto, Naini havia feito declarações contundentes contra lideranças dos Estados Unidos e de Israel. Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, o porta-voz teria desafiado o presidente norte-americano, Donald Trump, após uma afirmação de que a Marinha iraniana havia sido destruída.
“Trump não disse que a Marinha do Irã foi destruída? Se disse, que envie seus navios para o Golfo Pérsico, se tiver coragem”, disse Naini, conforme a agência.
O general também refutou uma alegação do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que teria afirmado que a produção de mísseis do Irã havia se tornado inoperante. Naini insistiu que o país continuava produzindo mísseis apesar dos ataques em curso.
“Nossa indústria de mísseis merece nota máxima e não há motivo para preocupação a esse respeito, pois, mesmo em condições de guerra, continuamos a produção de mísseis”, declarou o porta-voz.
Em comunicado oficial, a Guarda Revolucionária do Irã confirmou a morte de Naini e condenou o ataque. O órgão militar iraniano classificou a ação como um “covarde e criminoso atentado terrorista perpetrado pelo lado americano-sionista ao amanhecer”.
