A primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, defendeu nesta semana a necessidade de medidas mais firmes para combater a violência digital de gênero contra mulheres durante participação em evento na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

O debate, intitulado “Regulação, proteção e justiça: respostas à violência digital de gênero contra mulheres”, foi promovido pelo Ministério das Mulheres do Brasil e ocorreu paralelamente à 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, um dos principais fóruns globais de discussão sobre direitos femininos.
Durante o encontro, Janja alertou para o avanço do discurso de ódio contra mulheres nas redes sociais e afirmou que a internet não pode funcionar como um espaço sem responsabilização.
“A internet não deve ser terra sem lei. Criminosos digitais devem ser responsabilizados e punidos”, afirmou a primeira-dama ao defender o fortalecimento de políticas públicas e legislação voltadas ao enfrentamento da violência online.
Janja também fez um apelo direto ao Congresso Nacional do Brasil para que avance na regulamentação das plataformas digitais no país. Segundo ela, é urgente criar mecanismos que responsabilizem as chamadas big techs e ampliem a proteção de mulheres vítimas de ataques virtuais.
Outro ponto destacado pela primeira-dama foi o crescimento do movimento conhecido como Red Pill nas redes sociais. De acordo com Janja, conteúdos associados ao grupo têm disseminado misoginia e incentivado comportamentos violentos contra mulheres.
“Temos visto diversos vídeos na internet em que a violência e o ódio contra mulheres são disseminados. Esse tipo de conteúdo alimenta um discurso que sai das telas e chega à vida real”, afirmou.
A participação da primeira-dama integra a comitiva brasileira presente na sessão anual da ONU, que reúne representantes de diversos países para discutir estratégias de promoção da igualdade de gênero e combate à violência contra mulheres.