
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a argentina Agostina Páez, ré por injúria racial, a deixar o Brasil e retornar ao seu país de origem, mediante pagamento de caução equivalente a 60 salários mínimos, cerca de R$ 97 mil. O valor é uma garantia para assegurar o cumprimento de possíveis reparações às vítimas.
Em parecer apresentado à 37ª vara Criminal do Rio de Janeiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro condicionou a revogação das medidas cautelares impostas à argentina ao pagamento prévio de caução. O MP se manifestou em resposta ao pedido da defesa de Agostina para revogar as medidas cautelares e permitir o retorno da acusada à Argentina.
A turista e advogada argentina teve a prisão decretada após denúncia de injúria racial: Ela foi denunciada por cometer gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, zona sul da capital fluminense, no dia 14 de janeiro. Segundo a denúncia do MP, ela estava com amigas quando reclamou do valor da conta no bar, o que gerou uma discussão, e a advogada acabou sendo filmada fazendo gestos imitando um macaco, ofendendo um garçom do estabelecimento.
Durante as investigações, a Justiça do Rio determinou a a prisão da turista, apreensão do passaporte dela e a implantação de tornozeleira eletrônica.