
O deputado federal Lindbergh Farias (PT), vice-líder do governo na Câmara, pediu ao STF, nesta segunda-feira (6/4), a prisão preventiva do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) após ele ter declarado ao portal Metrópoles que iria denunciar a autoridades dos Estados Unidos supostas irregularidades do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições de 2026. O deputado também pede a extradição e a inclusão de Eduardo na lista vermelha da Interpol.
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes na ação penal em que Eduardo já é réu por coação. Para Lindbergh, a declaração indica a continuidade de um movimento de pressão internacional sobre o governo brasileiro e o Judiciário, o que, na avaliação do parlamentar, representa risco ao processo eleitoral de 2026. “O réu não apenas reitera condutas já investigadas, como projeta sua atuação para o contexto das eleições de 2026”, diz.
Na representação ao STF, Lindbergh Farias também pede a adoção de medidas cautelares, além do envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) para aprofundamento das investigações. “Não se pode admitir que um réu instrumentalize a fuga para o exterior como plataforma de ataque contra a soberania nacional, o Judiciário e a democracia brasileira”, diz Lindbergh.
O pedido ainda será analisado por Moraes. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o ano passado, onde seu autoexilou por suposta perseguição política no Brasil. Por se ausentar do país, acabou perdendo seu mandato na Câmara dos Deputados.