Lula diz que Banco Master é “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto

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Em um evento do Partido dos Trabalhadores (PT) realizado nesta quinta-feira (19/3), que oficializou o lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao associar o caso Banco Master ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (BC).

Ao discursar para apoiadores, Lula classificou o banco como “ovo da serpente” e afirmou que o caso envolvendo a instituição faz parte de um esquema que resultou em prejuízos bilionários ao país. O presidente acusou a gestão passada de ser responsável pela origem e regulamentação da instituição, que recentemente se tornou alvo de investigações da Polícia Federal.

“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país”, declarou o presidente.

Lula mencionou que o banco surgiu em 2019 e que o reconhecimento da instituição ocorreu em setembro daquele ano, sob a gestão de Roberto Campos Neto no BC. Ele também fez referência a uma negativa de reconhecimento anterior por parte de outro diretor da autarquia.

“É uma obra deles. Esse banco nasceu em 2019. No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central, o Willa, ou seja, negou o reconhecimento do Banco Master. Quem reconheceu em setembro de 2019 foi o Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele. Então, nós temos que ir a fundo”, afirmou o petista.

A fala do presidente ocorre em meio a desdobramentos recentes das investigações sobre o Banco Master. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março no âmbito de novos desdobramentos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

Além das críticas à oposição, o evento petista serviu como palco para movimentações eleitorais no estado de São Paulo. Lula também comentou a definição dos palanques para outubro, afirmando que deseja manter o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) novamente como seu companheiro de chapa, mas deixou a decisão sobre a disputa ao Senado a critério de Alckmin e Haddad.

“Eu falei: companheiro Alckmin, o que você quer ser? Eu ficarei imensamente feliz em ter o Alckmin como vice outra vez. Agora, eu disse que ele tem que conversar com o Haddad para saber onde a gente pode colher mais frutos dele, se ser candidato ao Senado ajuda mais”, disse o presidente.

Lula destacou a importância de a esquerda retomar vagas no Senado por São Paulo, estado onde atualmente não há nenhum senador da base de apoio ao governo federal.