“Maltratar não resolve”, diz Sepet sobre casos envolvendo esporotricose em gatos

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Durante entrevista ao programa Em Alta, a servidora da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), Natasha Cristine, alertou para o preconceito enfrentado por gatos, especialmente em meio ao avanço de doenças como a esporotricose. Segundo ela, os felinos acabam sendo vistos de forma equivocada como responsáveis pela transmissão, o que tem levado a casos de maus-tratos. “As pessoas têm o gato como o maior vilão. Essa questão de arranhar, de se coçar, de entender a briga como disputa de território faz com que o animal sofra preconceito”, destacou.

Natasha reforçou que atitudes como abandono ou violência não resolvem o problema e agravam ainda mais a situação. “As pessoas acham que maltratar ou dar fim à vida do gato vai resolver, e não vai. O que a gente precisa é de conscientização”, afirmou. A orientação é investir na criação responsável, com animais mantidos em ambiente domiciliar, castrados e com acompanhamento adequado. A servidora também ressaltou que a esporotricose tem tratamento e cura, e deve ser encarada como uma doença que exige cuidado, não punição aos animais.