Diversas capitais brasileiras registraram grande concentração de manifestantes neste domingo (1º) durante o ato “Acorda, Brasil”, convocado por grupos de direita. Cidades como Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador reuniram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro desde a manhã em pontos turísticos e avenidas centrais.
Na capital federal, a mobilização ocorreu em frente ao Museu da República, com discursos de parlamentares como os senadores Izalci Lucas e Rogério Marinho e da deputada federal Bia Kicis. Entre as pautas defendidas estavam a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas ao que chamaram de “arbitrariedades”.
No Rio de Janeiro, milhares de pessoas se concentraram em Copacabana, onde o deputado federal Carlos Jordy discursou em carro de som com palavras de ordem contra o governo federal e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em São Paulo, a Avenida Paulista reuniu grande público nas imediações do MASP. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, chegou por volta das 15h acompanhado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do deputado Nikolas Ferreira e do pastor Silas Malafaia. Bonecos infláveis com críticas a autoridades também foram levados por manifestantes.
Já em Belo Horizonte, Nikolas Ferreira discursou para apoiadores na Praça da Liberdade e encontrou Romeu Zema, que é apontado como possível aliado em uma chapa presidencial da direita. Em Salvador, a manifestação ocorreu no Farol da Barra, com carros de som e caminhada pela orla.
Entre as principais bandeiras dos atos estavam pedidos de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, derrubada de vetos ao projeto da Dosimetria, críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impeachment de ministros do STF, combate à corrupção e críticas ao aumento de impostos.
A mobilização acontece em meio ao cenário de articulações políticas para as eleições de 2026 e é vista por aliados como uma vitrine para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, escolhido por Jair Bolsonaro como nome do PL para disputar o Palácio do Planalto. Especialistas avaliam que os atos também funcionam como teste de narrativa e mobilização eleitoral do campo conservador.
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