Marcelo Ramos critica renúncia de Wilson Lima e Tadeu e chama decisão de “vergonhosa”

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A renúncia do governador do Amazonas, Wilson Lima, e do vice-governador, Tadeu de Souza, provocou reação imediata de adversários políticos neste domingo de Páscoa (5/4). O pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos, criticou duramente a decisão e classificou o episódio como um dos mais negativos da história recente do Estado.

“Wilson Lima e Tadeu de Souza escreveram, talvez, a mais vergonhosa página da história política do Amazonas”, afirmou. Em outro trecho, o petista foi direto: “São dois aventureiros e dois irresponsáveis”.

Ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados pelo Amazonas, Marcelo Ramos afirmou que a renúncia não pode ser tratada como um movimento eleitoral comum e acusou os ex-gestores de desrespeito à população. “Receberam a honraria maior do povo do Amazonas, que é governar o Estado, e agora se julgam capazes de terceirizar isso para alguém que não foi eleito”, disse.

O pré-candidato também criticou o uso das regras constitucionais de sucessão. “A Constituição não foi feita para servir a conchavos eleitorais e negociatas”, declarou. Ele ainda completou: “Eles esqueceram de combinar com o povo”.

Marcelo Ramos reforçou que pretende disputar o Senado e polarizar com Wilson Lima. “Eu sou candidato ao Senado porque quero enfrentar e derrotar esse aventureiro irresponsável chamado Wilson Lima”, afirmou.

Movimentações no tabuleiro eleitoral

Até poucos dias antes da renúncia, Wilson Lima afirmava que permaneceria no cargo até o fim do mandato, previsto para janeiro de 2027, e chegou a lançar o vereador Rodrigo Sá (PP) como pré-candidato ao Senado. No entanto, em carta publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, o agora ex-governador confirmou que sua saída do Executivo ocorre para disputar um cargo eletivo.

Nas primeiras movimentações eleitorais, Marcelo Ramos aparece nas pesquisas com menor intenção de votos em comparação a Wilson Lima, que figura entre a terceira e quarta colocação nas sondagens.

Com a renúncia simultânea, o comando do Estado passa a ser exercido interinamente pelo presidente da Aleam, Roberto Cidade, até a realização de eleição indireta para escolha de um novo governador que cumprirá o restante do mandato.