A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (26/5) para celebrar a condenação dos irmãos Chiquinho e Domigons Brazão, responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. Em publicação, a ministra destacou os oito anos de luta por justiça e a resposta unânime do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Foram oito anos de luta por justiça e ontem o STF respondeu de forma unânime. Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos de prisão como mandantes do duplo homicídio qualificado da vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, e do motorista Anderson Gomes”, escreveu.
A ministra ressaltou que a condenação é fruto da pressão popular e da persistência da família e da sociedade. “A condenação é resultado de muita luta e pressão por parte da família e de uma parcela significativa da sociedade, que não deixou de perguntar e exigir respostas às perguntas ‘quem mandou matar Marielle e por quê?'”, afirmou.
Marina também mencionou as falhas no início das investigações, destacadas pelo ministro Flávio Dino, e a “farta prova” apontada pelo relator Alexandre de Moraes. “Apesar de ‘falhas, lentidão e negligências’ no início das investigações, como destacou o ministro Flávio Dino, o ministro Alexandre de Moraes disse existir ‘farta prova’ de que eles foram os mandantes.”
A ministra concluiu a publicação com uma reflexão sobre a violência política de gênero e raça, ecoando as palavras da ministra Cármen Lúcia. “Com muita propriedade, a ministra Cármen Lúcia destacou: ‘Então, matar uma de nós é muito mais fácil. Matar fisicamente, matar moralmente, matar profissionalmente’, disse. ‘Quantas Marielles ainda serão mortas?’ A luta incansável na defesa dos direitos humanos continua. Marielle vive!”

